Fábio Caetano, arquiteto, foi meu colega no pós-graduação em Patrimônio Cultural e já sabia de seu interesse e de seu pendor pelas questões artísticas e culturais. Mas não conhecia a sua sensibilidade para a fotografia. Na foto, dando cores e vida ao Flotilha, um exemplo disto tendo como cenário o canal do São Gonçalo já apresentando os tons do outono.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Galeria do Flotilha
Fábio Caetano, arquiteto, foi meu colega no pós-graduação em Patrimônio Cultural e já sabia de seu interesse e de seu pendor pelas questões artísticas e culturais. Mas não conhecia a sua sensibilidade para a fotografia. Na foto, dando cores e vida ao Flotilha, um exemplo disto tendo como cenário o canal do São Gonçalo já apresentando os tons do outono.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
A vez dos Clássicos
Na foto o veleiro "Aragem", ex- "Brisa"
Projetista: Ernst Retzlaff - Classe Karioca , 1965
sábado, 16 de abril de 2011
Viagem Melancólica
Barcos são barcos. Movidos a pano ou pela impulsão de motores, tem o poder de nos encantar pela magia de flutuarem. Além disto, mesmo quando produzidos em série, alcançam cada um deles uma personalidade própria. Por isto cada um tem o seu nome. Nomes de lugares, de ventos, de mulheres, de seres mitológicos, nomes os mais diversos e, às vezes, surpreendentes. Por isto sempre causa tristeza ver chegar ao fim a existência de um barco. Alguns naufragam e tem a morte trágica mas honrada de sucumbir no mar. Outros desaparecem esquecidos em algum ancoradouro. Mas a morte mais triste para um barco creio que seja o sucateamento. Tres dos barcos que há muitos anos "enfeiavam " a doca que fica na entrada da cidade de Porto Alegre, pertencentes à Petrosul - Laranjal, Porteiras e Pernambuco - foram transferidos para as docas do Parque Náutico, no Cais Marcílio Dias e pelo menos uma dessas três embarcações seria reformada para ser utilizada no transporte de granéis. O destino das outras, no futuro, não se sabe. Por enquanto seguem, amparadas pelos rebocadores pois não tem forças próprias, este cortejo melancólico pelas águas do Guaíba até o novo destino. terça-feira, 12 de abril de 2011
Capivaras
sábado, 9 de abril de 2011
Os Temíveis Espigões
Navegar até Jaguarão se constitui, especialmente para os velejadores que vem de Porto Alegre ou Tapes, uma espécie de batismo de longo curso. Podem ser vários dias de navegada que tem, entre outros atrativos, o significado de entrar na Mirim. Não é, no entanto, em todas as ocasiões que se torna tão visível quanto agora num período de estiagem o real significado, em termos de risco, dos temíveis espigões. São inúmeros os acidentes ocorridos com barcos cujos capitães se descuidaram de evitá-los o que exige, quando ficam encobertos, muita atenção. A foto, enviada ao Flotilha pelo Comte. Couto, dá bem uma idéia do que nos referimos, idéia que só através do gps não podemos captar tão vívidamente. Aproveitamos e repassamos os waypoints enviados pelo Comte.Couto que esclarece se tratarem dos que usava para recolocar as boias no lugar depois de cada enchente até terem, na última, desaparecido todas à exceção de uma única.POSIÇÕES DAS BÓIAS DENTRO DO RIO JAGUARÃO
NR PONTO DESCRIÇÃO LAT. “S” LONG. “W”
67 BOIA 01E- PEDRAS INICIO ESPIGÕES - 32º36’01,8” -53º18’41,9”
68 BOIA 03E- JAG14 ILHA STA. RITA -SUL - 32º35’48,8” -53º19’17,1”
69 BOIA 05E- JAG13 ILHA STA. RITA -NORTE -32º35’28,1” -53º19’43,0”
70 BOIA 07E- JAG12 VOLTA VARGAS (PEDRA) - 32º35’15,2” -53º19’52,0”
71 BOIA 02V- JAG11 VOLTA VARGAS - 32º35’02,9” -53º20’02,0”
72 BOIA 04V- JAG10 VOLTA VARGAS - 32º34’59,7” -53º20’13,3”
73 BOIA 06V- JAG09 ILHA NOVA - 32º35’18,7” -53º20’31,7”
74 BOIA 09E- JAG08 VOLTA PERIQUITO - 32º35’31,6” -53º20’’46,0”
75 BOIA 11E- JAG07 VOLTA PERIQUITO - 32º35’35,3” -53º20’57,5”
76 BOIA 13E- JAG06 VOLTA PERIQUITO 32º35’33,6” -53º21’11,2”
77 BOIA 15E- JAG05 VOLTA PERIQUITO - 32º35’20,3” -53º21’29,7”
78 BOIA 17E- JAG04 ILHA SETE - SUL - 32º35’00,7” -53º21’35,0”
79 BOIA 19E- JAG03 ILHA SETE - NORTE - 32º34’46,3” -53º21’42,8”
80 BOIA 21E- JAG02 JACINTO - 32º34’32,4” -53º21’57,1”
81 BOIA 23E- JAG01 IATE CLUBE JAGUARAO - 32º34’24,4” -53º22’06,8”
DATUM WGS84
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Mangrulhos do Sangradouro
Paulo Angonese, ex-Kauana, sempre atentíssimo aos fatos relativos às Lagoas (ou lagunas) envia esta mensagem com a foto acima do mangrulho nª1: Boa tarde! Finalmente achei uma brecha para enviar para vocês as marcações que fiz no Canal do Sangradourou, Lagoa Mirim, este ano. Desta vez sem pressa e com a lagoa bem baixa marquei "no lado" todos os mangrulhos e estacas visíveis. Tirei até foto! O mangrulho 1 estava visível, com uns 15 cm para fora (dizem que já matou gente). Em anexo as coordenadas dos obstáculos (não são waypoints de passagem!). Convém lembrar que o mangrulho 4 não consegui ver. E pelas coordenadas antigas que tenho de fontes diversar existiriam outras estacas(?). Então estariam todos embaixo da água? WGS 1984
w,dm,Mang1,-32 09.21918',-52 38.23884',Mang1 submerso
w,dm,SAN-2C,-32 12.21666',-52 40.46730',Estaca
w,dm,SAN-2B,-32 11.70054',-52 40.24218',Estaca
w,dm,SAN-2F,-32 13.24410',-52 40.89366',Estaca
w,dm,SAN-1E,-32 10.43808',-52 39.44040',Estaca
w,dm,Mang2,-32 10.90686',-52 39.91026',Mangrulho 2
w,dm,SAN-1D,-32 10.03008',-52 39.04590',Estaca
w,dm,Mang3,-32 14.04696',-52 41.18400',Mangrulho 3
quarta-feira, 30 de março de 2011
Encontro da Vela 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
São Lourenço, a semana seguinte
sábado, 12 de março de 2011
São Lourenço, Imagens da Destruição

sexta-feira, 11 de março de 2011
Um "tsunami" em São Lourenço
video postado no youtube por kitecassinero
terça-feira, 8 de março de 2011
David e Golias
O veleiro apenas passa ao largo do naufrágio aparentemente sem ter nada a ver com o fato. Mas é como se, naquele momento, David e Golias se enfrentassem e enquanto David seguisse em frente, mantendo seu rumo, Golias sucumbisse vítima de seu próprio tamanho, de seu próprio peso.
Mas embora a imagem possa ter este simbolismo também há outros mais prováveis. O veleiro poderia estar, no caso do cargueiro ainda manter tripulantes a bordo, na expectativa de um resgate. Afinal são inúmeras as vezes em que navios mercantes socorrem velejadores em apuros e o veleiro talvez estivesse procurando, dentro de seu alcance, retribuir esta camaradería do mar.
domingo, 6 de março de 2011
Um Bruma na Refeno
Trata-se, no entanto, apenas de um engano do site da regata que coloca a foto acima, do Entrevero , tranquilamente ancorado em algum canal da Mirim, como sendo do veleiro Rebojo, este sim participante da regata.
Quem quiser conferir acesse http://www.refeno.com.br/refeno/participantes_detalhes.php?id=49 . Como tripulantes estão relacionados Antônio José Moreira Azambuja e Carlos Wilson Leinhardt Vera o qual, infelizmente, veio a falecer algum tempo depois do retorno a Jaguarão.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Veleiro valente ( II)
domingo, 30 de janeiro de 2011
Oday com rabeta
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Veleiro Valente
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Retornando à Ilha da Feitora
Notícias anteriores sobre este projeto no site do Projeto Flotilha (link ao lado)
sábado, 25 de dezembro de 2010
Matéria da Velejar
sábado, 27 de novembro de 2010
O "Colibri" de cara nova
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Paixão por Catamarãs
Hicimos papeleo y nos vinimos. Fue un viaje muy relámpago y fantástico. Te adjunto foto mía con Paulo un taxi metrista de ahí y otra del barco(...) Te mando un abrazo. Antonio
Me diz ainda que está construindo outro catamarã.
Desta paixão parece que meu amigo Antonio não se cura mais...
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Sokolnik, destaque no laser

Nåo é objetivo do Flotilha divulgar regatas. Mas há exceções, uma delas é o brilhante desempenho do rio-grandino Eduardo Sokolnik que, disputando o Campeonato Estadual de Laser 2010, de 9 a 12 de outubro, no Clube Veleiros do Sul, conquistou o vice-campeonato estadual. Eduardo é filho do conhecido Queijo grande entusiasta da vela. Cabe mencionar que o primeiro lugar do campeonato foi obtido por Lucas Ostergren. Só a menção deste sobrenome já dá uma idéia do "pedigree" dos competidores.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Pequena Navegação
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Veleiro "Rebojo"
O veleiro Rebojo, comandado pelo Pires, navega por mares nunca dantes navegados. Está retornando de Fernando de Noronha depois de participar da Refeno. sábado, 4 de setembro de 2010
A Bicicleta de Enrique
Preparando uma matéria para a revista náutica Velejar, chego a Buenos Aires e vou direto ao encontro do navegador Enrique Celesia para entrevistá-lo.É uma tarde fria e chuvosa de agosto e durante umas duas horas procuro conhecer melhor suas idéias e seus planos de ser o primeiro argentino a fazer a volta ao mundo em solitário e sem escalas ao longo do paralelo 40, ou seja, na altura dos icebergs que se desprendem da Antártida.
E é entre suas considerações sobre vários assuntos entre os quais confessa sua grande admiração por Vito Dumas, que descubro seu apêgo ao ciclismo.
Afirma-me ser seu veículo particular de transporte terrestre. Por água, é claro, dispõe do barco que vem construíndo há 10 anos com o fim de executar seu projeto. A bicicleta fica no convés amarrada ao mastro.
Só creio que em sua viagem, como não terá escalas, não deverá levá-la.
Mas até lá ela permanece bem próxima como uma companheira que o ajuda a levar adiante o seu sonho.
Ao voltar para o centro da cidade Enrique me acompanha pois tinha uma reunião.
Dentro do trem que tomamos em San Isidro vêm alguns ciclistas com suas bicicletas. Ao chegarmos à imponente estação Retiro descemos todos juntos mas os ciclistas vão se misturando à multidão que se encaminha para a saída. Eu e Enrique passamos pelo Hotel Sheraton que na década de 70, antes do golpe militar, os movimentos populares idealizavam transformar num hospital para crianças.
"Qué lindo, que lindo, qué lindo que va a ser, el Hospital de Niños en el Shératon Hotel..." , confessa-me que cantavam nas manifestações políticas .
Atravessando o imenso espaço aberto das avenidas circundado por um impressionante conjunto de edíficios dentre os quais se destaca, pelo seu porte e impressão de solidez o Edificio Kavanah, seguimos caminhando pela calle Reconquista até o hotel , na esquina com Tucumán, onde nos despedimos.
Os ciclistas não sei que destino teriam tomado.
Espalharam-se por Buenos Aires desaparecendo incógnitos dentro da noite.
( foto Giacomo Orlando)
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Sair a Navegar
Saí a navegar ...Quando alguém se afasta de seu local habitual às vezes é costume deixar um aviso ou um recado. Isto é válido especialmente para pessoas que atendem em algum ponto determinado. Assim todos sabem que está ausente.
Acho que quem navega deveria fazer o mesmo.
Mesmo numa navegada curta, de três dias -- desta vez o Comandante Portinho abriu mão de suas idas a Jaguarão e aos recantos da Mirim, para ficar dentro do São Gonçalo.
Mas é tempo suficiente para ser procurado e não ser encontrado assim como, algo característico quando se sai a navegar, para se ter também restringida a capacidade de comunicação. Isto, confesso, sempre me preocupa um pouco.
Três dias sem telefone, sem internet! E sem computador!
Como estou sempre escrevendo uma coisa ou outra terei de recorrer à caneta e ao papel.
E tem mais: são três dias sem televisão, sem a comida caseira, sem os pequenos e os grandes confortos de casa. E sem a mulher, sem os filhos... Os animais de estimação também podem nos fazer falta. De um certo modo é como se o mundo, o nosso pelo menos, ficasse para trás...
Mas pode ser que , ao retornar com a barba por fazer e um pouquinho mais magro, pelo menos os filhos nos vejam como um navegador arrojado.
Aliás, quando penso nas longas navegadas, navegadas que nunca fiz nem farei, confesso que antes as admirava, agora, pouco a pouco, começo a não entendê-las.Posso até ter interesse, como ainda tenho, mas entender começo a ter dificuldade.
No último dia 19 de maio, por exemplo, o indiano Dilip Donde completou à volta ao mundo solo.
Ele levou 9 meses e teria sido o 175ª velejador solo a fazer o feito desde Joshua Slocum entre 1895 e 1898.
Centuagésimo septuagésimo quinto velejador!
Logo estaremos comemorando quinhentos, depois mil, sabe Deus quantos à falta de coisa melhor para fazer. É uma espécie de massificação da volta ao mundo em solitário. Agora a variante mais recente é incentivar voltas de garotas adolescentes.
A experiência deve ser inesquecível e tem permitido aos candidatos uma relativa fama ao se incluírem na lista das grandes Aventuras no Mar.
Talvez lhes propicie também encontrar a Deus ou desistir de procurá-Lo. Podem até não voltar e se perderem sem serem resgatados. Ou, ao voltar, apenas encontrar os mesmo amigos, os mesmos filhos e a mesma mulher. Se ela ainda estiver esperando, é claro.
Às vezes fico me lembrando destes navegadores solitários, parece que hoje sempre há algum pelo oceano, tentando imaginar o que estão fazendo, o que estão pensando.
Talvez estejam simplesmente dormindo ou sonhando com um banho quente ou uma refeição bem preparada enquanto são conduzidos pelo piloto automático ou pelo leme de vento perdidos em meio ao mar.
Sem chegar a nenhuma conclusão sobre estes temas lembro-me, antes de sair, que tenho que tomar algumas pequenas providências, coisas que não posso esquecer de levar, meu travesseiro, meu chapéu de aba larga e a máquina fotográfica.
Detalhes que me façam sentir mais perto de casa ou que me permitam ter o que contar quando voltar.
Chegando no barco pulo para dentro e deixo o mundo para trás.
Saí a navegar.
domingo, 23 de maio de 2010
O Primeiro Veleiro
O primeiro veleiro a gente jamais esquece.Em algum lugar de nossas reminiscências sua lembrança estará guardada para sempre entre as que nos são mais caras: a primeira bicicleta, as férias na praia com os pais, a primeira namorada, o time de futebol com os amigos da infância. São lembranças puras, de um momento em que o mundo ainda é um território que, embora o desconhecimento, não hesitamos em enfrentar em todos os seus perigos.
O primeiro veleiro pode até não ter sido nosso. Mas mesmo o velereizinho da escola, algum optimist meio maltratado por ter passado por tantas mãos, tem em nossa memória um lugar guardado com carinho.
Como esquecer os momentos vividos em sua companhia, as cambadas, as ondas enfrentadas, como esquecer a primeira capotagem!
Com o tempo, porém, já não capotamos tanto e o primeiro veleirozinho dá lugar a outros maiores.Que vamos amar também e podem até se tornar uma espécie de segunda casa , isto quando não nos mudamos definitivamente para eles.
A lembrança, no entanto, do primeiro veleiro´se sobrepuja a todas as outras e em certos momentos, quando ela inesperadamente, por qualquer motivo, ressurge em nossa mente, não podemos evitar que uma lágrima guardada no fundo de nossa alma, escape para a luz do mundo e possa até ser percebida por alguém mais íntimo e atento.
Afinal, o primeiro veleiro a gente não só não esquece como não volta mais
( a foto acima, que me inspirou esta crônica, é do primeiro veleiro do amigo Luiz Antônio S. da Silva , comandante do veleiro Donga , um micro racer 19, e grande apreciador de barcos)
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Crucero de la Amistad visita Pelotas
Numa rápida visita a Pelotas, El Crucero de la Amistad, que chegou na véspera, partiu hoje de volta a Rio Grande para, dali, prosseguir viagem. A foto acima mostra o momento da saída do Clube Caça e Pesca dentro do Arroio Pelotas. A foto seguinte é do momento em que os veleiros se encontram no Canal São Gonçalo percorrendo um pequeno trecho antes de retornar rumo de Rio Grande. Um belo momento náutico como em poucas vezes se tem a oportunidade de presenciar.
A SEGUIR >> mais fotos.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Crucero de la Amistad- Chegada em Rio Grande
Aproveito para repassar as excelentes imagens de Maria Amélia Goretti divulgadas inicialmente no site nosso parceiro Conjuminando. A bordo do veleiro da foto, chega Daniel Serfilipp dono do Casablanca, apreciador de Cartola e dedicado estudante de português.Resgate do Baby Sack
Notícia publicada no jornal Diário Popular( 18/05/2010)Argentinos são resgatados pela Marinha brasileira
Foto: Marcus Maciel Casal
Por: Rafael Mano Diverio
Os argentinos Blanca Bella, de 55 anos, e Silvio Augusto Carpovich, de 56, finalmente terminaram uma longa jornada. Eles chegaram nesta segunda-feira às 19h38min ao Rio Grande Yatch Club (RGYC), resgatados pela Marinha do Brasil, depois de mais de 24 horas à deriva entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, na altura do Farol do Albardão a cerca de 87 quilômetros da costa.
O veleiro Baby Sack entrou no canal do Porto de Rio Grande por volta de 16h. Eles precisaram ir à Marinha e chegaram ao RGYC, onde foram recepcionados por vários outros participantes do Cruzeiro da Amizade, que estão na cidade. Buzinas, palmas e gritos de incentivo alegraram o casal, que, apesar de ter permanecido mais de um dia longe da terra firme, aparentavam tranquilidade. Quando pararam, uma argentina deu uma garrafa de champanha para comemorar. “Não aconteceu nada”, repetia Carpovich, “apenas estamos felizes por estar em Rio Grande.”
Segundo ele, em nenhum momento ficou assustado. Carpovich disse ainda que não pediu ajuda enquanto esteve à deriva. Os dois continuarão a viagem. Vão para Pelotas antes de tomar o rumo do nordeste brasileiro, com uma parada prevista para Florianópolis e outra no Rio de Janeiro.
O rebocador Tritão ajudou o casal a chegar a Rio Grande. O leme do barco quebrou e esta é a mais provável explicação para o caso. A operação também contou com auxílio do núcleo de Polícia Marinha da Polícia Federal.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Recuerdos de Buenos Aires
Nesta outra, deixo-me levar, a bordo do veleiro Tom Collins de Pepe Fuera de Borda, pelo Rio da Prata tendo ao fundo o veleiro Galileo.
Tudo isto enquanto em Buenos Aires o Teatro Colón está sendo reaberto, é realizado o encontro da Unasur, Martínez de Hoz é detido e o Estudiantes começa a perder o Torneo Clausura para o Argentinos Juniors. Ambas as fotos são de Giacomo Orlandosábado, 15 de maio de 2010
Criança a Bordo
Depois de um início de navegada, quando ocorreu uma colisão, que parecia dar razão aos céticos do projeto, a australiana Jessica Watson, de 16 anos acaba de completar a volta ao mundo solitária sem escalas a bordo do veleiro de 34 pés Ella Pink Lady (Pink” é uma alusão à cor rosa predominante no barco ) . Torna-se assim a mais jovem a realizar uma navegada deste tipo. O feito, saudado como uma façanha nacional pelos australianos, dá margem a algumas reflexões sobre navegadas “heróicas” . Talvez seja o momento de concluir que “heroísmo” se trate de outras coisas.








