domingo, 30 de dezembro de 2012

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Paralelo 32, Veleiro Colibri

Não seguirei regras de diário de bordo, pois conheço muitas e muitas histórias das quais participei e que foram contadas com uma visão diferente da minha, talvez seja por causa dos meus óculos, que necessito para enxergar... não sei! Mas quando as coisas nos diários de bordo são muito “certinhas”, o meu Santo desconfia. Imaginem o cara numa tempestade escrevendo um diário de bordo ou fazendo anotações olhando o anemômetro, alguns números podem falhar. Agora se ele me contar que não soltou o leme nem pro xixi porque não dava, só tirava de canto de olho a arrebentação da onda. Tudo bem, ai é padrão! O problema todo é o aumento, não da lente dos meus óculos, mas sim das histórias contadas.
Na verdade não sei nem por onde começar, são lembranças em profusão, se abrir a porteira é capaz de sair tudo de uma vez só.
Para não atrapalhar minhas lembranças começarei pela Lagoa Mirim, após a morte de meu pai, quando comprei o Tahiti, uma semana depois que reformei ele todo, isto entre 1982 e 1983.

Estas são as palavras com as quais o Cmte.Newton, proprietário do veleiro Colibri, faz a introdução de seus relatos publicados no blog Paralelo 32 ) uma nova referência obrigatória aos amantes da história da náutica.
Herdeiro de uma tradição que tem em seu pai, Romildo Santos, a referência mais importante, Newton vem trazendo bem enfunadas as velas da navegação gaúcha.
Conforme relata
Meu pai, Romildo Santos, que sempre foi um mestre e grande amigo para mim, nasceu dentro de um barco a vela, pois não deu tempo de chegar a Rio Grande. Com um brisão de Sul, meu avô fez o parto de meu pai a bordo, e isto que a cada virada de bordo tinham que passar os sacos de lastro, de 50 kg, de um lado para o outro. Pobre dos proeiros naquela época. Vejam só que família!, parceiro virtual das navegadas e projetos do veleiro Colibri, deseja que projetos como este sigam em frente 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Low-water rivers offering up glimpse of history

Low-water rivers offering up glimpse of history
By By JIM SALTER | Associated Press 
ST. LOUIS (AP) — From sunken steamboats to a millennium-old map engraved in rock, the drought-drained rivers of the nation's midsection are offering a rare and fleeting glimpse into years gone by.
Lack of rain has left many rivers at low levels unseen for decades, creating problems for river commerce and recreation and raising concerns about water supplies and hydropower if the drought persists into next year, as many fear.
But for the curious, the receding water is offering an occasional treasure trove of history.
An old steamboat is now visible on the Missouri River near St. Charles, Mo., and other old boats nestled on river bottoms are showing up elsewhere. A World War II minesweeper, once moored along the Mississippi River as a museum at St. Louis before it was torn away by floodwaters two decades ago, has become visible — rusted but intact.
Perhaps most interesting, a rock containing what is believed to be an ancient map has emerged in the Mississippi River in southeast Missouri.
The rock contains etchings believed to be up to 1,200 years old. It was not in the river a millennium ago, but the changing course of the waterway now normally puts it under water — exposed only in periods of extreme drought. Experts are wary of giving a specific location out of fear that looters will take a chunk of the rock or scribble graffiti on it.
"It appears to be a map of prehistoric Indian villages," said Steve Dasovich, an anthropology professor at Lindenwood University in St. Charles. "What's really fascinating is that it shows village sites we don't yet know about."
Old boats are turning up in several locations, including sunken steamboats dating to the 19th century.
That's not surprising considering the volume of steamboat traffic that once traversed the Missouri and Mississippi rivers. Dasovich said it wasn't uncommon in the 1800s to have hundreds of steamboats pass by St. Louis each day, given the fact that St. Louis was once among the world's busiest inland ports. The boats, sometimes lined up two miles deep and four boats wide in both directions, carried not only people from town to town but goods and supplies up and down the rivers.
Sinkings were common among the wooden vessels, which often were poorly constructed.
"The average lifespan of a steamboat on the Missouri River was five years," Dasovich said. "They were made quickly. If you could make one run from St. Louis to Fort Benton, Mont., and back, you've paid for your boat and probably made a profit. After that, it's almost like they didn't care what happened."
What often happened, at least on the Missouri River, was the boat would strike an underwater tree that had been uprooted and become lodged in the river bottom, tearing a hole that would sink the ship. Dasovich estimated that the remains of 500 to 700 steamboats sit at the bottom of the Missouri River, scattered from its mouth in Montana to its convergence with the Mississippi near St. Louis.
The number of sunken steamboats on the Mississippi River is likely about the same, Dasovich said. Steamboat traffic was far heavier on the Mississippi, but traffic there was and is less susceptible to river debris.
Boiler explosions, lightning strikes and accidents also sunk many a steamboat. One of the grander ones, the Montana, turned up this fall on the Missouri River near St. Charles. The elaborate steamer was as long as a football field with lavish touches aimed at pleasing its mostly wealthy clientele. It went to its watery grave after striking a tree below the surface in 1884.
The U.S. Coast Guard and Army Corps of Engineers urge sightseers to stay away from any shipwreck sites. Sandbars leading to them can be unstable and dangerous, and the rusted hulks can pose dangers for those sifting through them.
Plus, taking anything from them is illegal. By law, sunken ships and their goods belong to the state where they went down.
While unusual, it's not unprecedented for low water levels to reveal historic artifacts.
Last year, an officer who patrols an East Texas lake discovered a piece of the space shuttle Columbia, which broke apart and burned on re-entry in 2003, killing all seven astronauts aboard. And the remains of a wooden steamer built 125 years ago recently were uncovered in a Michigan waterway because of low levels in the Great Lakes.
But treasure hunters expecting to find Titanic-like souvenirs in rivers will likely be disappointed if they risk exploring the lost boats.
"It's not like these wrecks are full of bottles, dishes, things like that," said Mark Wagner, an archaeologist at Southern Illinois University-Carbondale. "If there was anything on there in the first place, the river current pretty much stripped things out of these wrecks."
Such was the case with the USS Inaugural, a World War II minesweeper that for years served as a docked museum on the Mississippi River at St. Louis. The Great Flood of 1993 ripped the Inaugural from its mooring near the Gateway Arch. It crashed into the Poplar Street bridge, and then sank.
In September, the rusted Inaugural became visible again, though now nothing more than an empty, orange-rusted hulk lying on its side not far from a south St. Louis casino.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Marujo Russo

Depois da Laika, enviada ao espaço a bordo do Sputnik II em 1957, não se tinha notícia na Rússia de um cão com tal destaque. O video, por si só  inesperado pelas surpreendentes habilidades marinheiras do cão, ainda reserva a curiosidade de ter sido feito a bordo de um monotipo "Em-Ka" adotado pelo Iate Clube Pirogovo. Outra curiosidade: o Iate Clube fica em Moscou!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Navegando na Imaginação

Love-love é a imagem permanente e móvel de um barco naufragado que se tornou um objeto funcional e seguro de entretenimento (Love-love is the permanent and mobile image of a wrecked ship that has become a functional and safe leisure object).
Love Love from julien berthier on Vimeo.

sábado, 17 de novembro de 2012

Veleiros no Tráfico

Veleiros transportando drogas não é um fato incomum.  A polícia australiana informou, esta sexta-feira, que foram encontrados 200 quilogramas de cocaína e um cadáver em decomposição a bordo de um iate nas ilhas Tonga, no Pacífico Sul.
O iate encalhou nas ilhas Tonga
 A droga avaliada em 120 milhões de dólares (94 milhões de euros), foi encontrada a bordo do iate "JeReVe", que encalhou perto da ilha deserta de Luatatifo.
O cadáver foi encontrado em estado avançado de decomposição e as causas da morte estão a ser investigadas pelas equipas forenses do arquipélago de Tonga, com a ajuda dos colegas australianos.
A polícia federal australiana disse que o iate partiu do Equador com destino à Austrália há algumas semanas e que foi vigiado durante algum tempo pelas autoridades internacionais.
Todavia, no mês passado as autoridades perderam o rasto do iate de 13 metros.
No final de 2010, a polícia federal australiana prendeu quatro indivíduos em Sidnei, envolvidos numa operação de contrabando para introduzir 700 quilogramas de cocaína no país através das ilhas Tonga.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Inca 2000, Agonia de um Veleiro

Abandonado, jogado em meio a detritos em uma ocupação às margens do Canal São Gonçalo em Pelotas, é difícil imaginar que o barco trata-se do veleiro Inca 2000 pertencente ao falecido Alfredo Bercht sempre presente, com premiações, nas regatas em Porto Alegre. No registro abaixo consta sua participação em uma regata na década de 80. Posteriormente, já esquecido em terra, foi trazido, doado, de Porto Alegre pelo fotógrafo Nauro Júnior que conseguiu recuperá-lo parcialmente mas, mais adiante, acabou colocando-o à venda. Desde então sua decadência foi muito rápida até vir parar num ancoradouro de botes de pescadores onde foi ao fundo. Retirado da água foi jogado no local da foto, em meio ao lixo, para terminar seus dias. Uma cena muito triste especialmente para quem acredita que os barcos tenham uma espécie de espiritualidade, de vida própria.

terça-feira, 30 de outubro de 2012 a bordo do Colibri

O veleiro Colibri timoneado pelo Cmte.Newton acompanhado da imediata Mar-ia Velejadora e o proeiro Pingo ( um cãozinho) constitui-se numa referência de destaque em nossa navegação no Mar de Dentro. Estar a bordo simbolicamente é uma forma de marcar a parceria estabelecida entre e o Colibri que se manifesta pela importante contribuição, na forma de relatos, que temos publicado.

O Adeus ao Bounty

A agonia de um barco que se incorporou ao nosso imaginário .... tragado como tantos outros ao longo da história ao deparar-se com as forças incontroláveis do mar ...

O Resgate dos Tripulantes


Uma Pequena Máquina de Velejar

Conhece? Venha fazer um test-drive ...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

HMS Bounty, o pior aconteceu

Notícias dão conta do abandono do HMS Bounty pela tripulação após a embarcação ser alcançada pelo furacão Sandy com ondas de 18 pés e ventos de 40 milhas por hora ao longo da costa da Carolina do Norte. As informações confirmam que 14 tripulantes teriam sido resgatados mas 2 estariam desaparecidos. 
Mais informações

domingo, 28 de outubro de 2012

Más notícias para a costa de New York

The height of a surge depends to a great extent on how shallow the water is near the coast. “The shallower the water is, for longer distance, the more vulnerable an area is,” Mr. Fitzpatrick said.
The New York area has extensive shallow water offshore, and was expected to see some of the largest surges — National Weather Service computer models were predicting a storm surge of 6 to 11 feet at Battery Park at the lower end of Manhattan. The surge also could coincide with high tide at about 9 p.m. Monday, with tides even higher than usual because of the full moon.
“It’s kind of a worst-case scenario for the New York Harbor area,” said Alan Cope, a meteorologist with the National Weather Service in Mount Holly, N.J.
Hurricane Sandy is much larger, with greater surge potential, than the devastating Tropical Storm Irene last year, with winds already up to 60 miles an hour over an area more than 500 miles northeast of its center. Adding to the potential for damage was the hurricane’s unusual track. The expected path northwest will trap water against the shores of New York and New Jersey, Mr. Cope said.
“It’s going to blow the water from east to the west and pile it up in Raritan Bay and also pile it up in the western end of Long Island Sound,” he said.

Um resgate bem executado

Em 2009 m o veleiro Kolibri  foi parar na praia e com um grupo de colaboradores foi içado de volta ao mar. Não sabemos como ocorreu o encalhe que teria sido em Bali, Indonesia, na Turtle Island. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Fondos Buitres y la Fragata Libertad

El estadounidense Paul Singer tiene 68 años, está divorciado y es padre de un hijo gay. Gestiona, como director del fondo NML - Elliott Capital Management, un capital superior a 15.000 millones de dólares. Y este fondo, a su vez, es propietario de NML Capital, la empresa que ha conseguido confiscar la fragata argentina Libertad..Singer lleva décadas especializándose en comprar deuda de países como Perú o Congo cuando su valor se encuentra por los suelos para después reclamar un precio mucho más elevado. Opera en Wall Street, es asesor del candidato republicano a la Casa Blanca, Mitt Romney, y uno de los principales contribuyentes a las campañas electorales de este partido. Además, influido por su hijo, quien se casó en 2010 con otro hombre, ha donado más de 12 millones de dólares para las campañas a favor del matrimonio homosexual.
Desde hace varios años, Singer se ha convertido en la pesadilla del Ministerio de Asuntos Exteriores de Argentina. Cada vez que en la Casa Rosada se prepara un viaje se tiene muy presente que los despachos de abogados de Singer permanecen al acecho.
Cuando la presidenta Cristina Kirchner viaja a Estados Unidos la larga mano de Singer ya ha pagado con antelación a jóvenes que reparten folletos contra la política del Gobierno allá donde la Presidenta se presenta. 
LEIA toda a notícia >>>>

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


Simona Bellobuono ha ripreso la collisione e disalberamento del Nibbio, storica Passera istriana, avvenuto il 13 ottobre 2012 alla Barcolana Classic

sábado, 13 de outubro de 2012

A Hedge Fund Has Physically Taken Control Of A Ship Belonging To Argentina's Navy

Uma versão um pouco menos superficial e menos tendenciosa do que os próprios jornais  argentinos divulgam a respeito da Fragata Libertad pode ser conhecida  através do site Business Insider. Interessante a leitura para conhecer melhor o caso.

Ghana not to release Argentina warship

Um caso com desdobramentos imprevisíveis mas, neste momento, apontando para dificuldades em liberar o navio, peça de grande simbolismo da Marinha argentina.
ACCRA (AFP) - A judge in Ghana on Thursday rejected a bid by Argentina to have one of its warships released from a port near Accra, where it is being held under a court order linked to a debt dispute. “No sufficient basis has been made been made by the applicant (Argentina) to set aside this court order. The motion is dismissed,” said Judge Richard Adjei Frimpong of the Commercial Court in Accra. The frigate Libertad was seized on October 2 under a court order linked to claims by creditors NML Capital, which are suing Buenos Aires over its 2002 bond default. Lawyers acting for Argentina have argued that as a military vessel, the Libertad enjoyed immunity.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ghana decide si libera a la Fragata

Los "fondos buitre" tomaron por sorpresa a la Argentina
La decisión de las autoridades de Ghana de retener a la Fragata Libertad en su puerto tomó "por sorpresa" a las autoridades argentinas, que elaboraron el derrotero del barco escuela "en consulta" con una estrategia de la Cancillería, que decidió impulsar la visita a puertos africanos.
"A diferencia de lo ocurrido en años anteriores, en que el temor de una medida de ese tipo en puertos europeos fue una constante, ahora para nada se había evaluado", dijeron a LA NACION fuentes castrenses consultadas en nuestro país.
Se espera que la justicia de Ghana decida hoy si autoriza o no que el barco zarpe del puerto de Tema, donde se encuentra desde hace una semana, paralizada por una acción legal de los llamados "fondos buitre" en tribunales de Nueva York por un reclamo de deuda impaga. Hasta anoche, no había certeza entre autoridades argentinas sobre la resolución que podría adoptar la Corte Comercial de Accra (capital de Ghana) donde se presentó un recurso para tramitar la liberación del barco.
"Paul Singuer y su fondo de inversión no tienen derecho a retener a la Fragata Libertad", señaló el abogado Larry Otoo, que representa a la Argentina en Ghana, y quien en nombre del país rechazó pagar una fianza de 20 millones de dólares para liberar el simbólico buque escuela.(La Nación)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mistério de Mulher

A bordo do veleiro Don , acompanhada apenas de sua gatinha Ellen (Feijão ficou para sempre em terra), rumando em direção a um destino que se desenha passo a passo, porto a porto, navega a amazona brasileira dos mares, Izabel Pimentel.
Mistério de mulher...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Detritos do tsunami chegam aos Estados Unidos

Detritos do tsunami que atingiu o Japão em março de 2011 continuam chegando à costa oeste dos Estados Unidos, trazendo problemas de poluição e proporcionando situações inusitadas. No estado de Oregon, por exemplo, os moradores esforçam-se por limpar as praias e esperam trabalho redobrado com o início das tempestades de inverno.

domingo, 7 de outubro de 2012

O mais recente caso de refugiados por mar

Subidos a bordo por contingência das condições  de miséria, precariedade ou perigo em que se encontram,  atravessam mares em busca de outra vida. São os refugiados. Muitos provenientes da África em direção à Europa dos quais um número espantoso não chega ao destino que sonhavam vítimas de naufrágios de suas embarcações precárias.O mais recente, este com final feliz, feliz porque não teve vítimas fatais, ocorreu na Sicilia conforme relata o Corriere della Sera ( a foto não é deste incidente)

Immigrazione, 166 migranti soccorsi a sud di Lampedusa Erano a bordo di una barca in legno di 10 metri in avaria, tra loro 34 donne e due bambini

Para entender a gravidade do quadro dos refugiados >>>

Hallaron cuerpo del argentino que cayó de su velero al Río de la Plata

Ayer en la tarde fue encontrado sin vida el cuerpo del argentino que cayó al Río de la Plata desde el buque velero "Spray", el pasado 24 de setiembre durante una maniobra de velas y que fue buscado infructuosamente por la Armada Nacional, una embarcación de ADES, un avión y un helicóptero de la Fuerza Aérea durante varios días.
El cuerpo fue avistado en la costa de Colonia, cerca de la Escollera de Riachuelo, desde una avioneta privada que avisó al Aeropuerto del departamento. El Aeropuerto informó a la Prefectura del puerto, que acudió al lugar y recuperó el cuerpo sin vida cuya vestimenta coincidía con la del ciudadano argentino de iniciales H.A.A, de 46 años, desaparecido desde el día mencionado. El mismo había caído al agua sin su chaleco salvavidas a unos 3,5 kilómetros de la costa de Santa Ana.
Hoy los familiares reconocieron el cuerpo y la Jueza actuante, Virginia Guinares, dispuso de la entrega del mismo.
Por otro lado, "las pericias técnicas continúan y los resultados serán elevados de inmediato a la Justicia", informó la Armada.
El País Digital

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Imagens do Flotilha

Barcolana, la regata di Trieste. Ogni anno la seconda domenica di ottobre. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vento Forte na Mirim

Singrando a Lagoa Mirim ( La Merin), um paraíso ecológico nas páginas do clássico de Décio Emygdio, o veleiro Colibri, inconfundível com seu casco lilás, vai escrevendo um capítulo muito especial de nossa navegação interior.
Parabéns ao Com.Newton e à parceira e imediata Maria Teresa. 

domingo, 30 de setembro de 2012

Crucero de la Amistad na Revista Velejar

O último número 55 da Revista Velejar, nas bancas, traz uma matéria de Paulo Renato Baptista sobre o Crucero de la Amistad com fotos de Giacomo Orlando e Carlos Augusto Fonseca(Guto). Este cruzeiro, organizado desde 2006 a cada dois anos, alcançou este ano sua quarta edição.À exceção da primeira publicamos, em todas, matérias sobre o evento.Boa leitura da revista, sempre muito aguardada, que traz muitas matérias de interesse.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Intensa búsqueda en Uruguay de un navegante argentino que cayó al Río de la Plata

Un tripulante argentino es intensamente buscado por personal de la Armada uruguaya, luego de haber caído a las aguas del Río de la Plata cuando navegaba en un velero que había partido desde Puerto Sauce a Buenos Aires.
El hecho fue advertido por otro argentino que iba en la embarcación y que pudo ser rescatado tras reportar el accidente ocurrido esta mañana a dos millas naúticas de la localidad uruguaya de Santa Ana.
Los tripulantes viajaban en el velero "Spray", según dijeron autoridades de las fuerzas armadas de Uruguay. La primera información del hecho fue recibida en el Centro Coordinador de Búsqueda y Rescate en el Mar, que decidió el envío a la zona de una lancha, un bote neumático, una embarcación de salvamento y un helicóptero de la Fuerza Aérea.
Los rescatistas pudieron auxiliar a uno de los tripulantes, que estuvo a la deriva durante varias horas y que fue trasladado a un hospital para ser atendido. El hombre desaparecido aparentemente no llevaba salvavidas, según declaró el otro navegante.
Sergio Bique, vocero de la Armada de Uruguay, indicó que el operativo de búsqueda se inició alrededor de las 9.30 y que continuará hasta que haya luz natural. El velero había partido desde Puerto Sauce rumbo a Buenos Aires.
El Clarin, 24/09/12
Video da operação de resgate

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ventos em Montevidéu

Puerto del Buceo
Plaza Independencia
 A capital uruguaia, Montevidéu, por encontrar-se geograficamente  muito exposta aos ventos, enfrenta, de tempos em tempos, efeitos bem severos de temporais.A orla marítima, onde se encontram os clubes náuticos, é um dos pontos mais atingidos. Na parte central da cidade a Plaza Independencia sempre é, também, particularmente afetada.As imagens relativas ao temporal desta semana demonstram claramente isto. 
Não muito longe dali, em Piriapólis, o temporal também trouxe atribulações aos barcos ancorados.
Piriapólis ( foto Gustavo González)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Imagens do Flotilha

©Rolex / Kurt Arrigo
Regata Rolex Farr 40 Worlds Championship , edição2012, que se realiza em Chicago.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Barateando a moradia

foto O Globo
Morar ancorado pode custar menos que o aluguel de um quarto e sala na Zona Sul.
Em dezembro de 2011, Leonardo Eloi deixou o confortável apartamento que dividia com dois amigos em Jacarepaguá para viver num pequeno veleiro ancorado na Marina da Glória. 

domingo, 16 de setembro de 2012

Veleiro Macanudo:Viagem a Jaguarão

 Ponte de Rio Grande- Pelotas

Dia 06 de março de 2012
Iniciada velejada com destino a Jaguarão, saida às 14:30 hs em companhia do Veleiro Allegro do Cmte. Octaviano junto com o velejador Newton Ribeiro com vento moderado de NNE.
Após a boia 22 nos afastamos, devido a diferença de rotas do GPS. O Allegro rumou direto à boia 43, entrada da Barra de Pelotas, enquanto eu seguia pelo canal. Com isso, me atrasei e motoramos todo trajeto do S.Gonçalo e só chegamos ao Clube Saldanha da Gama em torno das 22 horas. Foram percorridas 28,4 mn, em 7 horas, com velocidade média de 4kn e pico de 6,9kn.                                  
Dia 07 de março de 2012
Reiniciamos viagem às 07:30 hs. Vento moderado do NE.
Passamos a eclusa às 09:00 hs, indo até a Ilha Grande, onde pernoitamos sem nenhum incidente. Navegamos 28,1 mn durante 9 horas, com velocidade média de 3,2kn e pico de 5,7kn.                                                                        
Dia 08 de março de 2012
Na Mirim
Santa Isabel
Recomeçamos a viagem às 08:00 hr, com vento fraco do NE.
Em Santa Isabel paramos para comprar gelo e peixe.
Navegamos até a Ilha do Mosquito, onde almoçamos a bordo do Allegro. Às 13:00 hs saimos rumo à Lagoa Mirim, agora com vento firme do SE, orçando com motor, para alcançar o Allegro que havia se afastado muito devido eu ter ido de encontro à barranca, na saida da Ilha do Mosquito. Após às 16:00 hs continuei sem motor, agora em través folgado, em direção ao Arroio do Chasqueiro. Adentramos mais ou menos meia milha, onde pernoitamos e jantamos. Nesse dia, percorremos 24,9 mn, durante 8 horas, com velocidade média de 3,4 kn e máxima de 6 kn.
Dia 09 de março de 2012.
Reiniciamos a viagem às 07:10 hs, hoje com vento forte de NE. Na saida do arroio o Allegro encalhou. Desci do Macanudo, encalhando ele com a bolina abaixada e foi ajudar o Allegro. Depois que eles sairam voltei ao meu barco e com a demora tive que motorar para alcançar o Allegro que esta muito distante. Pelo que parece, com a demora de aproximação e a rapidez com que o Allegro se distanciava, presume-se que eles motoravam quase todo tempo. A navegação nesse dia foi muito extenuante porque eu estava com a mestra toda levantada e se parasse para rizá-la o Allegro se afastaria novamente em demasia. O vento de popa a aleta, na ordem dos 18 a 20kn faziam com que o Macanudo ficasse muito instável, principalmente porque ao chegar em Jaguarão notei que o leme estava avariado em vários pontos, tornando-se um pouco flexível. Assim, chegamos à Foz do Rio Jaguarão, onde pernoitamos. Neste dia percorremos 47,9 mn em 9 horas e 38 minutos, com velocidade média de 4,9 kn e máxima de 9,4 kn.
Dia 10 de março de 2012
Recomeçamos a navegar no Rio Jaguarão, às 08:40 hs, com vento de NE moderado a fraco, tendo motorado em vários pontos do Rio devido a calmarias. Nesse trecho foi usado o piloto automáticon por bastante tempo, compensando o esforço demasiado do dia anterior. De fato, foi quando pude avaliar a grande utilidade do piloto automático, liberando-me para apreciar a paisagem inusitada.
Sem incidentes, chegamos ao ICJ às 14:40 hs.
Percorremos 14,9 mn em 5 hs, tendo velocidade média de 3,2kn e máxima de 5,9kn.
(Cmte.Adão de Barros- Veleiro Macanudo)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Espaço Comercial

Promotional film showing the fantastic 1929 Classic yacht HALCYON. She is operating as a charter yacht around the UK and gives the opportunity to taste the luxury lifestyle at a very reasonable cost. see her website on

domingo, 9 de setembro de 2012

De Retorno a Zárate

Depois de seguir com o Crucero de la Amistad até Angra com o veleiro Tango, integrantes da tripulação , de volta à Argentina, reúnem-se para um assado no clube Náutico Zárate .
Os irmãos José Félix e Alberto Poggio( capitão e cronista), Pablo Montserrat, Pablo Prado e Monica Laclau estão entre os presentes. 

sábado, 8 de setembro de 2012

Retorno para casa - CNI de Itapuã a Rio Grande

Depois de uns dias agradáveis no Clube Náutico Itapuã resolvemos sair, já que a previsão estava boa . Ventos calmos na segunda ; na terça porrasca; na quarta calmo, de popa e ai por diante .
Eu precisava de calmo para a travessia de Itapuã ao Porto do Barquinho. Então saimos bem cedo do CNI, rumando ao farol com muito pouco vento e uma brumagem sobre o morros, cenário de filme, muito bonito e interessante. Fizemos esse percurso sempre a motor e vela, pois sem o motor caia muito a velocidade,  ainda mais rondando todo o tempo dos quadrante de sul e muito calmeiro. Pegamos um entardecer muito lindo, com cores no céu que foram nos acompanhando até desaparecer com o sol na linha do horizonte, do São Simão para o Porto do Barquinho.Fomos desviando de algumas redes, e entramos a noite no porto do Barquinho. Tudo bem ...wpts certinhos, um bom farol e uma boa tripulante na proa cuidando a entrada, pois às vezes tem rede, entre o molhe e o antigo trapiche. Entramos tranquilos, a lua não se fazia presente era uma completa escuridão e fomos parar num trapiche novo, em frente a uma caixa têrmica de um comprador de peixes.
Estavam também mais alguns barcos atracados lá dentro, inclusive o que estava no trapiche, puxou seu barco mais para frente, para podermos atracarmos atrás dele no trapiche novo. Muito gentis os pescadores, pois além de puxarem mais avante, ficaram conosco um bom tempo. Conversamos bastante, principalmente sobre os padrões de suas redes, as que são boieiras para as redes de fundo.Em tempos modernos sempre e bom saber o que há de novo, conhecimento nunca é demais, somos eternos aprendizes. Passamos a noite ali e às quatro horas da manhã, vimos quando eles sairam para pescar;o vento já estava bem mais forte.
Acordamos as sete horas e o vento batia com a previão nordeste forte.  Ai seguimos arroio acima até uma curva que é um encanto, super abrigado ,pois ali no trapiche já tinha mar devido o vento estar do lado contrário a correnteza... muita correnteza  por ali .
Passamos dois dias ali no paraíso, aproveitamos que a água é muito limpa, e fizemos uma faxina completa no barco.A quantidade de biguás, é impressionante, muitos caramujeiros, que nos premiaram com revoadas ,num vai e vem de um lugar para outro com suas manobras malabaristicas.
 Na quinta de manhã amanheceu calmo de oeste e a previsão seria de nordeste, então saimos bem cedo enlouquecendo os biguas... que numa sensacional revoada, acompanhavam na proa do barco, fugindo do Colibri, mas sempre voando no mesmo rumo deram seu show de despedida .Saímos do Porto do Barquinho tomando um café com direito a tudo de bom preparado por minha mulher. Chegando na bóia da ponta do banco do Cristovão Pereira, pegamos o rumo do farol, acompanhando a borda do banco para poder chegar bem perto dele,  depois seguir costeando pela praia e pegar o rumo do Dona Maria. Dai depois de chegar ao Dona Maria, rumar para o Bujuru;  chegando ao Bujuru abrimos um pouco dele e pegamos o rumo da Barra Falsa, nosso lugar preferido para um bom descanso, além do pitstop do Pinguinho esse sempre presente e atento a tudo.Qualquer barrulhinho ele salta! Conhece o cheiro de terra como nenhum outro este meu velho cãozinho do mar.
À noite começamos a conversar sobre a ida a Merin... pois Tete conhece até o Cebollati, e quer fazer o finazinho da Lagoa como: Santa Vitória ,São luiz e São Miguel indo até o Forte para completar seu curriculum das Lagoas ahahahaha.
 Amanheceu de nordeste calmo e saimos saboreando um café gostoso, como sempre o café no barco para nós tem mais aroma e sabor. Colocamos as velas para cima e ela pegou no leme e só soltou na entrada do Canal Novo! fominha essa mulher!ahahahaha... depois quando chegamos nas porteiras, fizemos o Canal da Várzea, saindo já na Ponta Rasa. Da Ponta Rasa direto ao Diamante; do Diamante fizemos o canal Miguel da Cunha, e dali até o Iate Clube, chegando no por do sol, uma bela paisagem dos nossos pagos com um ar muito pitoresco dos navios de pesca  no porto.Estávamos de volta a nossa bela Rio Grande!!!Somos privilegiados fazendo parte dos que amam o Mar !Desfrutar de todas as belezas que fazem parte dele, realiza o maior sonho deste Velho Lobo do Mar.
E assim foi mais uma velejada do Colibri e sua tripulação, que nunca mais pegue tormentas como a que pegou, que Deus me mantenha lúcido para navegar e poder relatar aos amigos nossas singelas navegadas. A próxima será de novo la Laguna Merin, a lagoa que muito amo e admiro é um fascínio navegar por ela.Bons Ventos!!!
Newton ,Tete e Pinguinho

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Conversa de Marinheiros

Seja o que fôr que estejam conversando parece ser de grande interesse ...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Tras vivir 30 años en Barcelona regresó a Uruguay en un velero

Álvaro Fernández es uno de los tantos uruguayos que se fue y ha retornado al país. Pero no fue por una crisis, sino por deseo de aventura. Después de 25 años arriba de un velero, espera rearmar su vida en Uruguay.
Son pocos los que dicen "la mar". Es casi un derecho exclusivo para poetas o personas con una relación muy estrecha con el medio acuático. Este último es el caso de Álvaro Fernández, de 63 años, que convirtió al océano en su trabajo y también en su hogar.
A los 18 años, cuando muchas personas eligen qué camino van a tomar en sus vidas, Álvaro tuvo su primer contacto profesional con los barcos. Sin tener a nadie en su familia que se dedicara a algo parecido, comenzó decidido a trabajar en el Puerto del Buceo. Así nació el amor.
Luego fue marino mercante por 17 años y así, en un barco de bandera argentina, llegó a Barcelona, en donde vivió 30 años, 25 de los cuales pasó en un velero. "Fue por un tema circunstancial. Había una posibilidad para irme y me fui. Y después hubo un ambiente apropiado para estar ahí y me fui quedando", dice.
"Es como una casa pero en miniatura. Como una casa de muñecas", cuenta sobre la vida en un velero. "La ropa tiene siempre un poco de olor a barco" y está haciendo siempre una gimnasia pasiva, agrega aunque admite que es un viaje que no todos pueden emprender. "Hay humedad, frío, cedés en comodidad", dice, y apunta que cosas de la vida cotidiana en "tierra" se pueden volver insoportables en un barco. Por ejemplo, un perfume: "A la semana todo tiene olor a perfume y la gente común no lo entiende" por más exquisita y fina que la fragancia pueda ser.
MEDIO DE VIDA. Lo que para muchos es sinónimo de turismo o solamente un pasatiempo, para Álvaro es su vida. No tiene otra opción que la de llevar el trabajo a casa.
Cuando se instaló en Barcelona y pudo adquirir su propio velero, arreglar otras embarcaciones pasó a ser su sustento. Además, alquilaba su "casa" para que otros la pudieran disfrutar y recorrer numerosos puertos. "Vivir en un velero es una filosofía de vida. Te tiene que gustar. Yo vivía en el barco, trabajaba en el barco y en el mismo barco tenía el taller", reflexiona.
Y esa elección lo llevó a pasar momentos muy duros y otros que agradece haber vivido. Cuenta, por ejemplo, que una vez, durante un día entero navegó con un cachalote (un animal marino que habita en mares templados y tropicales) al lado de su velero. "Era como un perrito faldero", compara.
Pero también fue la naturaleza la que le jugó alguna que otra mala pasada. En general, los contratiempos implicaron vientos difíciles que debió "torear" o, simplemente, dejarse llevar por ellos.
SACRIFICIOS. Álvaro admite que no solo cedió en cuestiones de espacio o de "ropa seca". Su elección de vida lo llevó también a dejar el proyecto de tener una esposa e hijos en segundo plano.
Y, aunque admite que la idea de una "novia en cada puerto" es un mito o un recuerdo de cuando las embarcaciones pasaban meses ancladas en una misma ciudad, sí reconoce que tuvo alguna que otra novia.
A sus 63 años dice que "cuando tenía que hacerlo (formar una familia) estaba navegando y después se me pasó el arroz".
"El barco te genera unos vicios y una rutina de vida que no hay quien los aguante", explica sin remordimiento. "Valió la pena". Y esa vida que eligió le dio muchas satisfacciones.
Además de conocer lugares difíciles de alcanzar con trabajos más tradicionales, pudo ganar, incluso, alguna regata. "A la cuarta operación de columna tuve que dejarlas", dice quien ya tiene siete intervenciones en la espalda.
REGRESO. Más allá de la imagen que se pueda tener de un hombre de mar -solitario y hosco, por ejemplo-, Álvaro nunca viajó solo, exceptuando un par de días en las Islas Baleares.
Tampoco emprendió solo su regreso a Uruguay. Un amigo y un sobrino lo alcanzaron en Barcelona para prenderse a la aventura de la vuelta.
"La situación en España es horrible", dice y afirma que no dejó más que algún amigo. Por mes, mantener a su velero en puerto le costaba unos 2.500 euros (unos 3.000 dólares), además de todos los gastos que conlleva una embarcación. En Uruguay, Piriápolis puntualmente, una amarra cuesta poco más de 300 pesos al día en temporada baja y unos mil en alta. Además, según informaron desde el mismo puerto, existen un montón de beneficios para quienes pasen varios días.
Todo esto y su edad lo decidieron a rearmar su vida en Uruguay. "Quería estar con mi familia: mis hermanos, mis sobrinos, mis sobrinos-nietos".
El 28 de marzo dejó al país que lo había alojado por más de 30 años sin nostalgia y con deseos de emprender una nueva aventura. Tocó, entre otros, Málaga, Islas Canarias, Cabo Verde y Brasil. Fue este último país el que lo retuvo más de lo que esperaba. Y aunque cada día de viaje le llevaba más dinero y lo mantenía lejos de sus seres queridos, Álvaro se mostró siempre tranquilo. Una tranquilidad que solo "la mar" le pudo haber enseñado.
Pasaron días hasta que pudo dejar puerto, ya que las tormentas que había en la región hacían que el camino no fuera nada seguro. Finalmente, recién el 21 de junio se puedo reencontrar con su familia, un mes después de lo planeado.
AVENTURA. "Me queda por conocer mucho más de lo que conocí. Por ejemplo, no conozco nada del Pacífico. Indonesia tampoco", admite. Sin embargo, sus planes a corto plazo son otros. "Es una incógnita, como una aventura nueva", dice.
Por ahora, él y su velero permanecen en el puerto de Piriápolis. "En otros lugares no entra por el calado", cuenta.
El marino tiene esperanzas de poder trabajar de lo que sabe: la reparación de barcos. "Si no buscaré algo en tierra". Aunque nunca muy lejos de "la mar", su único y extenso hogar.

domingo, 26 de agosto de 2012

De Porto Alegre ao Porto de Estrela

Ponte de Barretos 

 Depois de uma semana agitada ,em que recebemos a visita de familiares, amigos e acertar umas buchinhas na reversão para sair o barulho da mesma, resolvemos ir a Estrela e Lajeado, duas cidades separadas por uma ponte .
Convidamos um casal de amigos para nos acompanhar, o Octaviano e a Zélia sua mulher, que teria que começar a trabalhar na outra semana. Neste caso, então ela poderia fazer o trajeto de ida, e voltar de ônibus para Rio Grande quando chegassemos a  Estrêla. Acertamos isso  na segunda-feira, e eles saíram de ônibus de Rio Grande na terça a tarde, chegando a noitinha no Iate Clube Guaíba, com chuva e vento.

Na quarta-feira amanheceu bonito, ai aproveitamos,   fomos as compras e colocamos  combustível para a viagem. A tarde ficaria pronto as buchas da reversão, beleza... montamos tudo, terminamos às vinte horas, para sairmos no outro dia de manhã rumo a São Jerônimo, primeira etapa da viagem . Tudo acertado, saimos por volta das oito horas numa bela manhã, passando pela Usina do Gasômetro, e pegando o rio Jacui, passando por baixo da ponte que liga a zona sul a capital. Ali tem casas muito bonitas, nas margens do rio, passamos depois pelo terminal Santa Clara, onde os navios tem um canal longo a percorrer. Seguimos serpenteando no meio das ilhas .A meia tarde passamos pela Penitenciária de Segurança maxima de Charqueadas, e a tardinha chegamos a São Jerônimo. A cidade muito pitoresca e aconchegante, com seu Iate Clube amigo e hosptialeiro, no comando do Sr. Darci cmte de uma linda lancha. Conversamos e tiramos fotos, fizemos belas amizades além da presteza do seu Cardinho, um funcionário do clube.
Barragem Bom Retiro

Na sexta feira saimos de São Jerônimo sempre com ventinho de proa, e muito calmeiro. Seguimos sempre a motor... dali pegamos o rio Taquari e seguimos em frente. A cidade de Triunfo fica em frente a São Jerônimo, com travessia a toda hora. Cidade também linda de se olhar do rio. Passamos por General Câmara, onde tem um estaleiro,  por Barretos com uma ponte de ferro onde começa as boias demarcando o canal, embora seja fundo até a barranca do rio .
Passamos pela cidade de Taquari, onde tem estaleiros e terminais de grãos; cidade voltada para o rio e com uma balsa, que atravessa os carros que por ali passam. A correnteza no rio é muito forte... pois sabendo que estaríamos a umas cinco milhas e meia, teve lugar que chegamos a andar em uma milha de velocidade tamanha a correnteza. Anoitecemos chegando a ponte da cidade de Mariante, encostamos para o pitstop do Pingo, amarramos numa árvore e dormimos ali mesmo .

Sábado amanheceu, e seguimos em frente... passamos por baixo da ponte e seguimos o serpenteado do rio, pelos meios dos vales. Muito bonita a paisagem, a gente não cansa de apreciar cada detalhe, a natureza realmente nos surpreende e nos premia. 

Chegando a barragem de Bom Retiro do Sul, por volta de doze e trinta,  falamos por rádio com seu Luiz, ele nos mandou entrar direto. Embora a passagem de embarcações comuns seja das 8 h as 8:30 e dás 18:00 as 18:30.Agradecemos a cortezia  e entramos amarramos no cabeço flutuante e subimos até encima direto, sem problemas. Depois de estar lá encima, experimentamos através de um cabo de proa e um de popa, ver a altura do mastro. Vimos que faltava uns quarenta centímetros de altura, para o mastro passar. Seu Luiz lá de cima nos disse que não passava, mas eu já tinha pensado nessa possibilidade... ai foi fácil: coloquei o pau de spinaker com o amantilho, mais a adriça do balão e um cabo de segurança.  

O Octaviano foi de cadeirinha fazer peso, mais a tripulação na borda  com o reforço de um amigo,que chegou e que estava de passagem por ali; ele perguntou da onde éramos ; respondi que de Rio Grande. Ai ele falou que conheceu um pessoal há alguns anos atrás vindo de Rio Grande... bom.. lembrei dele, era o Roque disse então  que fora eu mesma que estivera ali...O que a idade faz com a gente!!! ele então já nos convidou para comermos um churrasco na casa dele. Bem a manobra foi dez, passamos com o mastro na conta... a antena do vhf entortou para trás... mas tudo bem, seguiu falando .Depois de passar a barragem seguimos até o porto do Roque que fica a umas cinco milhas da cidade.Passamos o resto da tarde ali, com aquele pessoal muito hospitaleiros, dormimos ali no portinho, e no domingo seguimos viagem, pois a Zélia tinha que pegar o ônibus para Porto Alegre e em seguida para Rio Grande.
Passamos por Cruzeiro do Sul antes de chegar a Estrela e Lajeado. Quando chegamos no porto de Estrêla estava descarregando a chata Trevo Roxo, e atracamos no contrabordo.Um pessoal muito amavel nos ofereceram  para ficarmos ali mesmo .

A Zélia foi com o Octaviano pegar o ônibus, e nós ficamos por ali mesmo confraternizando com a tripulação do Trevo Roxo. Passamos o resto da tarde ali, e a noite tivemos que passar para a popa, devido ao grande número de árvores que vinham na correnteza e nos batiam .
Na segunda feira o Colibri começou seu retorno a Porto alegre, depois de atingir seu objetivo com exito.Agora era descer a ribanceira com correnteza a favor, com muita velocidade. Saímos de Estrela por volta das 8 horas, e chegamos ao portinho do Roque para nos despedirmos do pessoal. Seguindo em frente até a barragem de Bom Retiro do Sul.
 Ao chegar a barragem tinha no cais, duas chatas. Quando encostamos no cais vieram olhar o barco e eu mais que rápido os convidei brincando...para dar uma voltinha mesmo que pequena.Fizemos a mesma manobra que na vinda, agora com mais gente para adernar o barco. Um deles disse-me que tinha medo de água. Então ficou olhando do cais para ver se o mastro não pegava na barragem. Dito e feito passamos sem problemas.Encostamos de novo e fomos almoçar.
 Quando chegou seu Luiz, brincou comigo dizendo que não tinha buzinado para eu passar e que tinha que dar volta...sorria de orelha a orelha, e eu disse:Pelo amor de Deus, nem que a vaca tussa...ahahahah.Deu-me umas dicas para sair da barragem, que saisse com velocidade e que levaria uma "bofetada" por boreste, sem problemas... o Colibri sacudiu, mas não perdeu o rumo.Saímos da barragem andando a 8 milhas na lenta, andando muito com algumas boias submersas vindo a tona só sua ponta.
 Chegando a ponte de Mariante, passamos de ré, pois qualquer coisa que pegasse no mastro sairíamos contra a correnteza. Entre Mariante e a cidade de Taquari batemos numa bóia submersa fora de posição. A princípio não houve nada, depois da cidade de Taquari, perto de Barretos, percebemos água no casco.Entramos de proa na barranca, amarramos o Colibri numa ávore e fomos esgotar para ver por onde entrava. Descoberto o local, colocamos sabão e fomos descansar. Dormimos ali mesmo e no outro dia chegamos a São Jerônimo, na qual cobrimos o local com massa de poliester.
 Tivemos no Iate clube de São Jerônimo, a grata, satisfação de participar de um jantar das quartas-feiras, com o pessoal do clube, onde fizemos novos amigos. Pela manhã saímos rumo a Porto Alegre, chegando a meia tarde no Iate Clube Guaíba, reabastecemos de água, e no outro dia, seguimos rumo ao Iate Clube Itapuã. Passamos por dentro da Chico Manoel e dali direto ao Clube Naútico Itapuã.
 Sábado amanheceu feio e ventoso, e teríamos uma previsão para podermos navegar só na segunda-feira, portanto o tripulante Otaviano decidiu, no domingo retornar para Rio Grande de ônibus, ficando a bordo a tripulação original.
 Domingo curtimos Itapuã, uma cidade encantadora, com suas belezas naturais, além do mais tivemos a visita da Crok Crok, a garça mascote do CNI, que segundo eles esta "chocando"  seus ovos. Veio em busca de peixe fresco.Neste clima de paz que nos preparamos para realizar,  a útima etapa da nossa viagem, atravessia da Lagoa, Itapuã a Rio Grande.A todos  recomendamos conhecer este pitoresco lugar, a Linda Itapuã, seja por terra ou por mar.Abraços ao amigos de Itapuã e Bons Ventos a todos!

Newton e Tete 

sábado, 18 de agosto de 2012

Crucero em Florianópolis

Chegada do Crucero de la Amistad a Florianópolis. As imagens são de Elvio Wolff e foram enviadas por Alberto Poggio( Tango) que prepara um livro sobre sua experiência com desdobramentos autobiográficos e, como diz, com "un final de novela, para que no sólo lo lean los velejadoes".  Elvio é o comandante do veleiro Fiaca, um Roy 26, menor veleiro do Crucero.
Acompanhe o video.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Uma Navegada pela Lagoa dos Patos

Comte.Newton - Veleiro Colibri

          Depois de quinze dias em Campo Bom estava como pato fora da água, chegando a dar água na boca só de olhar as fotos das nossas navegadas.  Chegando em Rio Grande dois dias depois, resolvemos sair para tirar o estresse... Inicialmente pensamos na Ilha Grande pois uma velejada de alguns dias sairia todo o  nosso estresse, mas surgiu aquela vontade de ir a Porto Alegre, promessa feita a Maria Teresa de conhecer a Lagoa Dos Patos, já que a Merin falta só a parte sul .
            Chegando ao clube para pensar nos preparativos, tive a surpresa de que o pau de carga estava sem condições de uso ,pois a draga estava começando a operar ali.  O canal de saída seria fechado para a dragagem, ficando fechado por um bom tempo.... então resolvi tirar o Colibri para o caís externo, ainda sem água e luz e sair de qualquer maneira.O barco estava com caracas, só não sabia a quantidade, imaginava que teria bastante. Colocamos combustível e um rancho para chegar a Porto Alegre ,ai já planejamos nossa rota, seria Porto Alegre se o tempo permitisse .
              Na manhã do dia 4 de janeiro largamos cedo do cais ,um pouco nublado mas com um sueste calminho para começar a velejada, se o tempo colaborasse. Seguimos o canal Miguel da Cunha até a girafa de São José do Norte, rumando dali ao Mendanho e posterior ao Diamante. Chegando ao Diamante, nosso rumo foi direto a Ponta Rasa, para entrar no canalete da Varzea com todo seu serpenteado de calões e curvas .
         Havia muitas embarcações de pesca na captura da tainha ,e também estavam preparando os calões para a safra do camarão, que iria começar dia primeiro de fevereiro.  Na entrada do canalete da Varzea o vento virou de lesnordeste,  bem de proa e muita correnteza de vazante. Ai me dei conta do que tinha de caracas o barco... deveria ter uma velocidade de uns cinco milhas, mas estava andando a uma milha ponto oito... segui meu tranquito, mas sabendo que não chegaria muito longe assim .Resolvemos então seguir passando do canalete da Varzea para o canalete do Saco do Rincão. Continuaria só de grande em proa,e bordejando no meio do paliteiro. Passamos em frente aos barrancos onde minha familia de pescadores moram e tem suas embarcações. Seguimos viagem para não chegar tarde ao Giral, uma bela prainha que da abrigo de norte a sudoeste e ainda poderia mergulhar para me livrar um pouco das caracas . Chegando lá era cedo ainda, deu para colocar a roupa de mergulho, pegar uma espatula de aluminio e começar o baile.  Ai sim fiquei perplexo com a quantidade... por sorte a água bem quente estava uma delicia verde e transparente. Só não pude limpar muito, porque os stenders do coração podem fugir pela boca. Limpei o que deu, e também um pouquinho da hélice, pois estava sem feitio, depois fui descansar... com aquela paisagem fantástica,  enquanto a Maria Teresa preparava a janta regada ao vinho, porque eu não sou de ferro.
       Passamos uma noite tranquila e calma . Pela manhã saímos a motor, pois estava muito calmeiro. Seguindo meus wpts até o farol do estreito e dali negociando com o paliteiro na correnteza de proa, e o vento calmeiro também bem orçado. Estavamos na altura das Cariocas,  vendo os pesqueiros ao longe... um me chamou no vhf e me pediu para arribar mais na proa dele, se não iriamos passar encima da rede. A Maria Teresa estava timoneando, me olhou e disse essa rede esta ligada com o outro pesqueiro, a duas milhas mais a terra como fazem isso respondi não tem quem controle. Passamos a proa dele e vimos... ele fazendo força, com o motor engatado avante magino, que levantando tudo.
         Chegamos a Barra Falsa, eram quatro horas e fomos para meu lugar favorito, o cais do engenho. Estou acostumado a entrar a noite e não erro nunca. Chegando no cais, fico no lado da taipa, que tem uma prainha de rampa. Ai o barco chega ao cais, mas fica quietinho para poder limpar; mesma operação só que desta vez sem roupa de mergulho, com direito a banho com o pinguinho. A Maria Teresa tomou de balde, pois os lambaris começaram a morde,r por causa do sabonete, ela preferiu no convés. Passamos outra noite tranquila, com calmaria e direito a um belo luar .
         Amanheceu levei o pinguinho para um passeio e saimos, na calma do amanhecer. Lá fora já tinha um sueste calmo,  deu para desligar o motor fazendo já cinco milhas por hora. As caracas estavam ficando pelo caminho, a cada limpada melhorava a velocidade. Navegamos mais pela costa do Capão da Marca, para apreciar a paisagem do farol e dali ao Cristovão Pereira. Chegando a boia da ponta do banco, o vento estava bem de proa para o Porto do Barquinho, daria oito milhas dali em proa batendo... ai mudamos os planos , Barquinho ficaria para nossa volta.  Rumamos para o pontal do Santo Antônio para ficar no Birú, pois estava bem forte o vento... e ali é um ótimo abrigo. Só o Pinguinho não pode ir a praia, para seu xixi. Ficamos perto da macega, mas não deu para ir em terra.
        O domingo amanheceu com o vento meio forte...Ainda assim  resolvi experimentar. Disse a Maria Teresa: colocamos a cara lá fora, se der seguimos, se estiver ruim voltamos... Saímos uma milha para fora do pontal,  o vento rondou mais para a proa, batia e não se conseguia andar dentro da cabine. Iria judiar do barco e de nós. Resolvemos voltar e seguir para Tapes, onde fomos muito bem recebidos pelo pessoal de terra e velejadores. O Baiano sempre com sua presteza; o Marcelo na secretaria e uma série de amigos que lá deixamos. Ficamos três dias com ventos muito fortes, de nordeste e norte. Na quinta feira seguinte tinhamos uma janela, de um dia com noroeste e oeste , resolvemos largar... seria calmeiro. Realmente atravessamos esse trajeto com noroeste ,norte bem calmeiro, tivemos que fazer ele na grande caçada e no motor, pois tinhamos que entrar o Itapuã antes da virada.
         Chegando ao Itapuã, chamamos pelo radio um amigo lá do Iate Clube Itapuã o qual nos disse, que na entrada estava com quarenta centímetros de calado, que  faltaria muita água para o Colibri; vimos que cada vez mais estava enfeiando o tempo. Ai resolvemos tocar a diante canal do Junco começou a entrar um ventinho de noroeste e resolvemos ir para a Chico Manoel, pois estava bastante feio. Na altura do morro do Coco começou a chover muito e ventar. Os raios caiam retranca era uma cachoeira que não se enchergava nada a sotavento de tanta água, a grande encima e o motor acelerado , para escapar daquilo. Quase encima da ponta da ilha entrei na orça,  coloquei a grande embaixo e fui na lenta...  quase capiando por causa da chuva e do vento. A Maria Teresa estava no leme, quando me chamou a atenção a uns trinta metros da onde estavamos tinha uma enorme arvore,  com só umas pontas de fora. Se tivessemos demorado para fazer a manobra de arriar a mestra, poderiamos topar com ela naquele dilúvio.
         Chegando a Chico, fomos recebidos pelo Tom, marinheiro do clube, que cuida com muito carinho daquele lugar. Depois de uma boa manobra fomos trocar a roupa, e nos aquecer um pouco. Tinha uma lancha na ilha também se abrigando do tempo. Passamos o final da tarde e a noite toda pulando ali mesmo, com o barco mais aproado na onda dava uns puxões, pois a onda faz a volta nas pedras e  entra na baia da ilha. Choveu toda a noite e ventou cada vez mais .
        Na sexta pela manhã estava com chuva e vento, mas resolvemos seguir para Porto Alegre mesmo assim. Fui virar o motor e fiquei sem baterias, algo tinha acontecido mas resolvemos deixar passar o tempo, para seguir só a vela. Ficamos com vento e chuva sexta e sábado. Domingo pela manhã parou de chover e diminuiu o vento, ai nos despedimos do Tom e saimos no remanso da ilha sem vento e rondando de tudo que era lado, até pegar o vento limpo depois das boias do canalete da ilha. Seguimos num través e depois popa,  Maria Teresa tirando muitas fotos,  encantada com aquela paisagem. Chegamos ao Iate Clube Guaiba por volta do meio dia, entramos a vela pelo clube procurando um box vago, encontramos um...arriamos a mestra e embocamos perfeito no box.  Escuto um amigo chamando no rádio outro amigo,  ai chamei e em seguida, ele me disse que mesmo de longe ele me escutava bem. Falei que estava no clube, ai cairam na minha cabeça. Eles estavam me acompanhando desde a entrada e que o churrasco estava me esperando nas churrasqueiras.  Passamos o resto da tarde comendo e colocando as fofocas em dia, muito agradável a acolhida deles.
            Na segunda fui revisar o que houve com as baterias, pois coloquei em carga elas e nada adiantou. Não pegaram carga para virar o motor. O amigo Tiago tinha combinado de sair conosco para irmos ao banco, e procurar uma bateria nova. A minha de cento e cinquenta amperes morreu, que chegou a colar a beira de umas placas . O Tiaguinho me disse: vou levar essa bateria para um amigo examinar, depois te digo algo. Sei que em dois dias me trouxe a bateria perfeita, disse que o amigo dele fechou um curto proposital para descolar as placas.  Colocou em um carregador potente, em dois dias de carga a bateria ficou dez!  só coisas do Tiaguinho mesmo.
         Depois de uma semana onde estivemos em vários lugares,  convidamos uma amiga que mora em São Leopoldo e trabalha em Porto Alegre para navegarmos no findi. Foi dez; Tiago do Lago Azul, o Flex e outros iriam para o arroio Araça.  Eu como não conhecia, achei o máximo navegar em porto com quem conhece a região como ninguem. Saimos de manha e fomos curtindo o Guaiba, bem calmo com um vento sul só de grande e motor, no calminho. A nossa convidada adorou a navegada. Chegando na enseada do Araça estavam os amigos esperando com outro churrasco embaixo de uma figueira, no lugar chamado Areias Brancas . Chegamos a uns quarenta metros da praia e fundeamos,  o Tiaguinho veio nos buscar num dingue a motor, onde desembarcamos com cadeiras de praia e toda a parafernalha de sempre... fora o Pinguinho, o cão velejador que se soltou e corria por tudo, parecia que o mundo ia acabar naquele lugar paradisíaco...quanta  areia branquinha. Tinha nessa enseada mais de vinte veleiros até onde pude ver ,muito bonito o visual.
       A tardinha fomos para a boca do arroio, bem para dentro e tentamos entrar no arroio, mas como esta muito baixo o Guaiba não deu. Nos últimos dez metros faltou uns dez centimetros mais de água, então resolvemos fundear na enseada, com todo aqueles barcos na volta. Muito lindo o visual, eu larguei a âncora e o pessoal amarrou no contrabordo. De um lado o Lago Azul e o Flex , do outro o Santa Fé do novo amigo Vitor. Tiago assumiu a cozinha do Colibri e fez a janta para todo o pessoal...estava uma delícia.  Fomos dormir as duas da manhã, depois de tocar meu violão e alguns arriscaram a cantar. Uma beleza de noite, quente e calma digna de uma filmagem.
       No outro dia saímos de Lago Azul e deixamos o Colibri ali fundeado, fomos explorar o arroio já que o Lago Azul é quilha retrátil;  entrou sem problemas no arroio, fomos um bom pedaço para dentro, conhecendo aquele belo arroio.  Ficamos numa barranca com sombra para fazer mais um churrasco, foi muito divertido, passamos um dia divino. Ai as cinco horas voltamos para o Colibri e retornamos a Porto Alegre. Chegamos a noitinha com a alegria de quem passou um belo findi; o Tiaguinho por ele não teria voltado, por mim também, mas a Sara mesmo com vontade de curtir mais, tinha que trabalhar na segunda , então não tinha outro jeito. 
Na segunda ou terça a Maria Teresa foi ajudar a filha a se mudar em Campo Bom,  fiquei sozinho a bordo fazendo uns reparos, aceitando convite dos amigos e assim foi. Durante a semana revisei o motor,sem querer deixei uma tremenda falha...  descobri que as baterias tinham perdido carga, porque o alternador soltou um parafuso e aflouxou a correia, mas o mais importante que não fez barulho, e um mau contato na luz indicadora de carga, me enganou. Estava apagada mas não estava carregando, coloquei o soquete da lâmpada nova e regulei a correia, ai foi meu erro tivesse trocado a correia não teria dado a confusão que deu ,pois na saída de Porto Alegre para cá funcionou uns dez minutos e rebentou a bendita correia do alternador,  entrou no meio da dentada... conclusão: quatro válvulas enpenadas, além do prejuízo minha mão de obra, mais o atraso da viagem; mais uma vez ,meu amigo  Tiago Padilha me socorreu, me levou numa retífica de um conhecido,  o cara me fez o trabalho,e em menos de 24 horas montei tudo de novo, terminando as duas da manhã, para sair no mesmo dia de manhã. Dito e feito saímos lá pelas dez horas, com o motor em marcha e vento de proa fraco. Depois da Ponta Grossa começou a puxar e bater, resolvemos nos abrigar na Chico Manoel ,mais uma vez visitar o Tom que nos recebeu cordialmente. Quando estavamos passando a Ponta do Arado o fiel escudeiro Pingo, começou a latir lá dentro da cabine.  Sabemos que quando late assim é porque quer nos avisar de algo. Virou alguma coisa; ou água ou combustiel, tem alguma coisa acontecendo. Entramos na cabine sentindo um cheiro de óleo combustível, ai foi que arribamos para a Chico, chegando lá fomos procurar e tinha dado um vazamento em um retorno de um bico. Consertamos na hora, mas ficou  a certeza de que quando o pingo late, tem algo mesmo que não está certo e que ele quer nos mostrar.
         Saímos ao amanhecer da ilha com nevoeiro e vento calmo, seguimos ao Itapuã e dali até São Simão; de São Simão rumamos ao Porto do Barquinho chegando a tardinha. Lá entramos  até o antigo trapiche, ali em diante tem uns calombinho mas passa, ficamos numa barranca funda com a proa que dava para descer em terra. A noite choveu quase que toda... parando ao amanhecer .
       Saímos do Porto do Barquinho com um vento legal de nordeste, desligamos o motor e fomos até a boia do Cristovão a vela. Ali arribamos em popa e acalmou demais, ai ligamos o motor para ajudar pois queriamos ir até São Lourenço. A boia da ponta do banco do Cristovão esta em terra, onde começa a plantação de pinus. Seguimos rumo Dona Maria e Vitoriano. Chegando a uma milha do Vitoriano começou a baixar muito o barômetro,  resolvemos abortar o rumo de São Lourenço e rumar para Barra Falsa, bem mais perto e um ótimo abrigo. Chegando lá já estava cheio de barcos pesqueiros esperando a porrasca, inclusive um amigo amarrou perto da minha popa,o vento e chuva entraram fortes, o barco é o Sol de Verão. A coisa ficou feia e começaram a chegar vários  barcos, que  se espalharam amarrados ao cais do engenho. Ali também esperamos três dias,  sempre com tempestades vindas de todos os quadrantes. Incrível!  tamanha carga elétrica nas nuvens. Parecia que a mesma tempestade andasse na volta. Estavamos na enseada, quando se aproximou um pesqueiro e me gritou:  primo! queres camarão? Saïmos de dentro da cabine e vi meu primo Zezeca na proa do pesqueiro... me oferecendo camarão; ai disse ok primo, me consegue um pouquinho ; a Maria Teresa passou um bacia e disse coloca um pouquinho aqui... o zezeca encheu a bacia, mas nunca tinha visto camarão tão grande uma loucura! o menor era maior que os maiores aqui em Rio Grande. Fizemos uma janta digna de um marajá, fantastica noite!
               Amanheceu feio! mas resolvemos arriscar... pois o vento era de leste,  dava um empopado até a entrada da feitoria ,só teriamos que cuidar as redes ,tamanha quantidade de pesqueiros naquela área. Entrando na feitoria teriamos duas rotas a partir das porteiras; ou seguir o canal da Varzea; ou seguir o canal de navegação. Estava cada vez mais feio para o oeste, então resolvemos ir pelo canal de navegação, pois qualquer coisa entrariamos no São Gonçalo. Também se sabe que pelo canalete da Varzea tem calões e muito paliteiro ,seria complicado com um mau tempo por ali. Chegando a barra de Pelotas o tempo puxou mais para a lagoa, passando pela minha popa ai seguimos para Rio Grande numa bela navegada, o qual chegamos por volta de umas vinte horas .
           Percorremos nessa viagem 520 milhas nauticas, saindo dia quatro de janeiro e retornando dia oito de fevereiro.E assim foi mais uma bela navegada do meu amigo Colibri que Deus o conserve para muita água passar por baixo daquele veleiro que depois de algum tempo refaz o percurso e espande a navegada pelos horizontes, se embrenhando no coração do Rio Grande do Sul.Bons Ventos!