Os problemas com a ponte ferroviária sobre o canal São Gonçalo entre Pelotas e Rio Grande, são antigos. O vão central que é levadiço ( na foto sendo erguido na aproximação do veleiro Relax) e dá passagem às embarcações que navegam de um lado para o outro , de tempos em tempos fica impedido de ser acionado por algum tipo de avaria. Há alguns anos, por falha operacional, o vão ficou suspenso durante a travessia de uma composição ferroviária e os vagões mergulharam no canal ocasionando a morte do maquinista.O episódio mais recente ocorreu dia 2 de fevereiro, às 16 horas, provocando a retenção, pelo lado da eclusa, de algumas embarcações que retornavam, entre as quais o veleiro Aquarios e a lancha Maria do Carmo, vista na foto abaixo diante da ponte fechada, que iria acompanhar a Procissão de Navegantes com turistas a bordo.
Segundo as informações mais recentes a normalização do serviço só se dará dentro de alguns dias.
Com a transferência do controle do transporte ferroviário para a América Latina Logística (ALL), a empresa assumiu também a responsabilidade pela conservação da ponte . A questão que fica em aberto é saber até que ponto a empresa prioriza este serviço que, na prática, é desnecessário para as suas operações representando apenas uma atribuição a ser mantida para a viabilidade da navegação e não do próprio transporte ferroviário. Os defeitos apresentados periodicamente parecem demonstrar algo que é bem visível a todos quantos tenham que passar sob a ponte com suas embarcações: a má conservação da sua estrutura. Como, no momento, a navegação que demanda o serviço é constituída basicamente por pequenas embarcações de pesca e veleiros que exigem o içamento do vão até o topo, pode-se suspeitar que a atenção para o pleno atendimento do serviço não seja das maiores. Contratempos de quem se propõe a aproveitar as riquezas da navegada pelo São Gonçalo aos quais podem se somar, eventualmente, algum outro proporcionado pela passagem pela eclusa. Isto enquanto não sai a ponte em Santa Isabel, proposta por um deputado da região, que poderia se constituir em mais um obstáculo a ser enfrentado pela navegação comercial contrariando o anúncio reiteradamente feito de sua reativação desde a Lagoa Mirim.
Com a transferência do controle do transporte ferroviário para a América Latina Logística (ALL), a empresa assumiu também a responsabilidade pela conservação da ponte . A questão que fica em aberto é saber até que ponto a empresa prioriza este serviço que, na prática, é desnecessário para as suas operações representando apenas uma atribuição a ser mantida para a viabilidade da navegação e não do próprio transporte ferroviário. Os defeitos apresentados periodicamente parecem demonstrar algo que é bem visível a todos quantos tenham que passar sob a ponte com suas embarcações: a má conservação da sua estrutura. Como, no momento, a navegação que demanda o serviço é constituída basicamente por pequenas embarcações de pesca e veleiros que exigem o içamento do vão até o topo, pode-se suspeitar que a atenção para o pleno atendimento do serviço não seja das maiores. Contratempos de quem se propõe a aproveitar as riquezas da navegada pelo São Gonçalo aos quais podem se somar, eventualmente, algum outro proporcionado pela passagem pela eclusa. Isto enquanto não sai a ponte em Santa Isabel, proposta por um deputado da região, que poderia se constituir em mais um obstáculo a ser enfrentado pela navegação comercial contrariando o anúncio reiteradamente feito de sua reativação desde a Lagoa Mirim.