sábado, 5 de maio de 2018

BELEZA E ENTROPIA - Tau Golin


Na plasticidade estética e aparentemente equilibrada da natureza existe a força entrópica da desordem. Neste entardecer na enseada do Araçá, na Reserva de Itapuã (Rio Guaíba, Viamão, RS) e sua perspectiva para Oeste, estava contida a tempestade que levou o pânico aos ancoradouros durante a madrugada de primeiro de maio, arrastando embarcações para a praia. Uma noite para jamais esquecer... Poesia e caos!!!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

PIRATARIA EM DECLÍNIO.

Os ataques de piratas no mar em todo mundo estão em seu nível mais baixo em 22 anos, apesar de terem aumentado nas Filipinas e em certas regiões frente à África ainda representarem um perigo, informou o Birô Marítimo Internacional (IMB). No total, foram registrados 180 ataques no ano passado, a cifra mais baixa desde 1995, depois dos 191 incidentes de 2016. A título de exemplo, a Indonésia, o maior arquipélago do mundo no sudeste da Ásia, registrou no ano passado 43 casos em suas águas, menos da metade comparado com os dois anos precedentes. Em compensação, os ataques aumentaram frente às costas das Filipinas (22 em 2017, 10 em 2016), onde os extremistas islamitas multiplicam os ataques contra barcos. No Golfo da Guiné, no sudoeste da África, segue sendo o mais perigoso do mundo. Dos 16 incidentes em todo o planeta, com disparos contra barcos, sete ocorreram nesta região. Também continuam sendo perigosas as águas diante do litoral da Somália.


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

DESTINO SUL - Tau Golin


Navegando em solitário no veleiro Delírio na lagoa dos Patos, indo do farol de Itapuã para Tapes, vivi a experiência de ventos de aproximadamente 51 nós (94.452 km/h). Pela classificação de força 11 na Escala Beaufort, representa situações de tempestade violenta ou tufão. Relatos de Tapes falam em mais de 100 km horários; no Iate Clube Guaíba, em Porto Alegre, registraram 36 nós (66.672 km/h). Antecipar é o procedimento principal em navegação. Ensinamento fundamental de Eric Tabarly, em sua Memórias do Mar. Preparar-se e não ser surpreendido por um evento, saber lidar com os elementos. Cometi alguns erros, dos quais sempre se tiram lições. Poderiam ter sido dramáticos e inclusive levar ao naufrágio, se não tivesse funcionado as técnicas possíveis de manobra no meio do temporal. No geral, teve um erro fundamental de excesso de confiança e perspectiva que redundou em todos os problemas subsequentes. Erro 1: Vinha acompanhando a formação do temporal no horizonte, sobre Tapes e resolvi esperar mais um pouco para fechar a vela genoa de proa e diminuir o tamanho da vela grande. O vento de noroeste/oeste sugeria que o mau tempo poderia não me atingir. Todavia, ele cessou subitamente e, logo, a cabeça do bicho chegou de sudoeste encrespando a superfície da água. Erro 2: Minha perspectiva era de seguir em frente quando o temporal chegasse, ou ficar capeando. Ficar aproado é o procedimento mais adequado, desde que preparado com antecipação, nos grandes ensinamentos de Slocum, Tabarly e demonstrado tecnicamente no salvamento da Expedição Shackleton a bordo de embarcações miúdas. Erro 3: Naquela situação, resolver enrolar a genoa ao invés de baixar a vela grande, que desceria fácil no trilho roletado do mastro. O raciocínio técnico de esconder a genoa atrás da grande para enrolar a vela de proa estava certo, mas a situação não era propícia. Ao fazer a manobra, a panejada da vela, que já estava 50% enrolada, laçou um dos cunhos do mastro com a escota de boreste. Pronto! A bolsa que se formou na metade superior da genoa, com vento de 51 nós, não permitiu mais que aproasse o barco, nem com o auxílio do motor. A única solução era correr com o temporal, empopado, com toda a vela grande içada, cobrindo a bolsa formada pela vela de proa, que, nestes momentos, forma barulho assustador. A quilha longa e o estaiamento do mastro do Delírio fizeram a diferença. Em muitos momentos, o veleiro navegava com a retranca do mastro na água, com o leme sempre respondendo o rumo desejado em popa. Uma corrida louca de volta, torcendo que a força do vento diminuísse até chegar no farol de Itapuã. O percurso de três horas de velejada rumo ao Pontal de Tapes, foi retornado em aproximadamente um terço do tempo. Erro 4: Não ter fixado a filmadora antes no barco, querendo registrar o evento a qualquer custo naquela situação. Por fim, tive que jogá-la para dentro da cabine para não perdê-la. Erro 5: Navegar de chinelo de dedo, algo comum no verão. Numa situação de pauleira e chuva, o chinelo perde aderência e fica escorregadio, comprometendo a mobilidade do navegante. Resultado material: a capa da genoa rasgada e um furo na vela grande causado pela fricção com a ponta da cruzeta do mastro, além da torção da estação de vento provocada pelo temporal. Havia pensado em pousar na Reserva de Itapuã, mas resolvi prosseguir de volta a Porto Alegre para consertos. Apesar do temporal, duas semanas a bordo também tiveram momentos espetaculares no Guaíba e lagoa dos Patos, em locais como o Arado, Reserva de Itapuã e Saco/Bahia/ de Tapes. Conforme a Escala Beaufort, os ventos possuem 13 classificações de forças relacionadas à velocidade média por hora. Com pequenas substituições na designação, mas coincidentes nas velocidades médias, são as seguintes: 0, calma ou calmaria, 0-1 km/h; 1, bafagem, 2-6 km/h; 2, aragem, 7-12 km/h; 3, bonançoso ou fraco, 13-18 km/h; 4, moderado, 19-26 km/h; 5, fresco, 27-35 km/h; 6, muito fresco ou frescalhão, 36-44 km/h; 7, rijo ou forte, 45-54 km/h; 8, muito rijo ou muito forte, 55-65 km/h; 9, duro, 66-77 km/h; 10, tempestuoso ou temporal desfeito, 78-90 km/h; 11, tempestade violenta ou tufão, 91-104 km/h; e 12, ciclone ou furacão, mais de 104 km/h.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

E dizer que tudo começou com uma guerra naval...

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E dizer que tudo começou com uma guerra naval...