sábado, 20 de setembro de 2014

O dia em que a Marinha abordou o "Colibri"

Flagrante da abordagem e vistoria do veleiro "Colibri" do Comandante Newton, a caminho do Cebollati, pela Marinha na fronteira com o Uruguai.
O aparato, uma verdadeira operação militar, devia-se ao fato do Comandante ser conhecido como grande conhecedor e o mais intrépido navegador destas águas.
Estavam assustados com a reação que pudesse ter.
Vá que os enfrentasse!
Havia a denúncia de que o veleiro contrabandeava aves nativas (colibris), animais em extinção, assim como algum tipo de droga.
Vasculharam, vasculharam mas o único colibri que havia era o próprio nome do barco, o único animal o cãozinho Pingo e a única erva, erva mate.
Acabaram aceitando um chimarrão oferecido pelo Comandante e, ao saírem, pediram desculpas aliviados por não terem que enfrentar qualquer reação de sua parte.
Isto é o que contam nas lendas dos pagos.

Nota: isto é uma peça de ficção, de fato tratava-se de uma operação rotineira de treinamento com a participação de jovens recrutas da Marinha Brasileira e não uruguaia como chegou a parecer.
Mas não deixa de ser uma boa história para se contar quando se encosta o barco para passar a noite em algum canal abrigado dentre os tantos que se encontram pelas Lagoas. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Tunante II : uma nova etapa das buscas

O informativo argentino Página 12, publica matéria sobre os esforços dos familiares dos velejadores argentinos desaparecidos para que as buscas sejam mantidas por parte da Marinha do Brasil.
Entra-se, assim, numa etapa com aspectos políticos, burocráticos e econômicos pois a Marinha já anunciou, após acionar consideráveis recursos, que sustava as operações de busca, a menos que surgissem fatos novos, 
O argumento por parte dos familiares e apoiadores , baseia-se nas imagens de satélite nas quais foi possível visualizar uma embarcação com características semelhantes às do veleiro Tunante II. 
Registre-se, aliás, o empenho de um pequeno exército de voluntários que tem dedicado grande parte de seu tempo a esquadrinhar estas imagens do oceano.
Transcrevemos a notícia:

"El velero sigue a la deriva”
Luana Morales, hija de uno de los tripulantes, está en Porto Alegre para movilizar la búsqueda. Aquí, explica por qué cree que aún viven. Dice que hay indicios que las autoridades brasileñas no tuvieron en cuenta. Reclama la reanudación del operativo.

“Hace tres días que las autoridades no están buscando nada, nosotros nos movemos todo lo que podemos. Buscamos indicios y los presentamos para que los tengan en consideración. Queremos que Brasil reanude el operativo porque el velero sigue a la deriva.” Luana Morales, hija de Alejandro, uno de los tripulantes que iban a bordo de la embarcación que fue sorprendida por un temporal frente a las costas brasileñas de Rio Grande Do Sul a fines de agosto, parece cansada. Hace más de 15 días que se encuentra en Porto Alegre y trabaja para poder encontrar a su papá. En diálogo con Página/12, cuenta que no se da cuenta del paso del tiempo y pasa sus días en el Consulado argentino en búsqueda de novedades junto a Giovanna Benozzi, hija de Jorge, otro de los desaparecidos. “A la noche, quedamos extenuadas y nos dormimos, no tenemos tiempo para pensar”, explica. Sin embargo, no baja los brazos. Su esperanza por estas horas es que el Centro de Coordinación de Salvamento Marítimo de Brasil (MRCC) reanude la búsqueda activa de la nave.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Nota à imprensa da Marinha do Brasil sobre as buscas do veleiro argentino Tunante:


O Comando do 5º Distrito Naval (Com5ºDN) suspendeu no domingo, 14, decorridos 20 dias, as buscas ao veleiro argentino Tunante II, que desapareceu após ficar à deriva, à aproximadamente 130 milhas do município do Rio Grande, com quatro tripulantes a bordo, no dia 26 de agosto. A operação ficará suspensa até o surgimento de novos indícios da localização
da embarcação, que possui seus dados mantidos em Aviso ao Navegantes.

A embarcação argentina, de 12,5 metros, seguia de Bueno Aires, na Argentina para o Rio de Janeiro-RJ. O primeiro contato com o Serviço de Busca e Salvamento SALVAMAR SUL, do Com5ºDN, foi realizado às 13h30 do dia 26 de agosto, quando o veleiro encontrava-se à deriva a aproximadamente 130 milhas a leste do município do Rio Grande-RS.

Logo após ao pedido de socorro, a Marinha do Brasil (MB) acionou o Rebocador de Alto Mar Tritão, que encontrava-se em Itajaí-SC, para se deslocar para a área. Da mesma forma, o navio mercante Selje, de bandeira da Noruega, também foi acionado por se encontrar mais próximo à área. Às 23h50 do dia 26, o Selje localizou o veleiro Tunante II, no entanto não foi possível realizar o resgate dos tripulantes devido as más condições metereológicas. Na ocasião, as ondas na área chegavam a 8 metros de altura, com velocidade do vento de aproximadamente 90 Km/h e com rajadas de 140 Km/h. Às 4h de quarta-feira, 27 de agosto, o navio mercante avistou pela última vez a embarcação argentina.

Ainda no dia 27 de agosto a MB solicitou o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), para realização de buscas aéreas ao veleiro argentino. A FAB incorporou as buscas com duas aeronaves de esclarecimento e patrulha (um P-95 e um P-3) que possuem sensores apropriados para realizar buscas, inclusive, durante o período noturno.

No dia 29 de agosto, a Corveta Rosales, da Armada de Argentina incorporou às buscas junto ao Rebocador de Alto Mar Tritão e as aeronaves da FAB. O navio argentino estava em
deslocamento para Itajaí-SC, onde participaria de uma operação combinada com as Marinhas do Brasil, da África do Sul, da Argentina e do Uruguai (Operação ATLASUR-X). Com a presença
dos navios de guerra das Marinhas do Brasil e Armada da Argentina, o navio mercante Selje, de bandeira da Noruega, foi liberado para seguir viagem.

Ainda na tarde do dia 29, foram avistados pela aeronave que realizava buscas no local, alguns objetos à aproximadamente 330 milhas da Costa Gaúcha. Os objetos foram recolhidos pelos
navios da Marinha brasileira e da Armada argentina, porém não apresentavam indícios que confirmassem pertencer ao veleiro argentino.

No dia 31 de agosto, o SALVAMAR SUL incorporou às buscas a Fragata Rademaker, da Marinha do Brasil, bem como a Corveta Gomez Roca e uma aeronave de patrulha P-3, da Armada da
Argentina. Os dois navios substituíram o Rebocador de Alto Mar Tritão, que retornou para Rio Grande, e a Corveta Rosales, que seguiu para Itajaí por aspectos logísticos e necessidade de
reabastecimento.

No dia 5 de setembro, a FAB disponibilizou mais uma aeronave de esclarecimento (um SC-105), às já em operação, para auxiliar nas buscas à embarcação argentina.

No dia 9 de setembro, o Navio Veleiro Libertad, da Armada Argentina, partindo do Rio de Janeiro, incorporou as buscas durante seu trânsito para a Argentina. Da mesma forma, a Fragata Rosales, após cumprir sua participação na Operação ATLASUR-X, retomou as buscas a partir do dia 11 de setembro.

Durante esse incidente, a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira, a Armada da Argentina e diversas instituições realizaram um grande esforço de busca e salvamento, empregando meios navais e aéreos coordenados pelo Serviço de Salvamento e Resgate (SAR) do Com5ºDN.

Diariamente foram mantidos navios e aeronaves realizando buscas ininterruptas, divulgados avisos-rádio para todos os navegantes com as informações referentes ao veleiro, além da publicação atualizada na página do Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil, na internet, dentre outros.

Até a suspensão das buscas os esforços em encontrar a embarcação podem ser representados pelos seguintes números:
- emprego de 9 meios, entre eles 6 navios e 4 aeronaves;
- 530 pessoas envolvidas;
- 557.200 quilômetros quadrados de área percorrida, o equivalente à área territorial do Estado da Bahia.

Além disso, durante os dias de busca foram realizadas 170 horas de voo e a área de cobertura pelas aeronaves foi de 57.400 quilômetros quadrados.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Veleiro Tunante, dedicação de voluntários pode ser decisiva para encontrar o destino

As buscas pelo paradeiro do veleiro Tunante II concentram-se, neste momento, na tentativa de localizá-lo por meio de imagens de satélite  disponibilizadas através do site tomnod.com
Estas imagens estão sendo rastreadas pelo impressionante trabalho voluntário de milhares de pessoas , cogita-se que 17 000.
Entre estas imagens localizou-se uma que despertou a esperança que pudesse corresponder ao veleiro.
Comparada com a imagem captada através do Google Earth quando o veleiro se encontrava no porto na Argentina, observa-se muita semelhança.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Rebocador de Alto Mar "Tritão" nas buscas pelo Tunante II



Video divulgado pela Marinha e enviado pelo flotilhense João Luis Cunha mostrando o Rebocador de Alto Mar "Tritão" da Marinha Brasileira na atividade de busca do veleiro Tunante II , desaparecido há uma semana na costa do Rio Grande do Sul. As condições de mar na ocasião, como se pode constatar, eram bem difíceis.

Operação de busca do veleiro Tunante II é reduzida

Duas das quatro embarcações envolvidas no resgate a um veleiro argentino desaparecido há uma semana, com quatro tripulantes, na Costa do litoral Sul gaúcho, foram liberadas a seguir viagem, confirmou hoje a Marinha. 
O Rebocador Tritão, de bandeira brasileira, retornou a Rio Grande e a corveta Rosales, da Armada argentina, seguiu para Itajaí (SC). Permanecem no local a fragada Rademacker, da Marinha, e a corveta argentina Gomez Roca, além de dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e de um terceiro, enviado pela Armada do país vizinho. 
Em Porto Alegre, o consulado da Argentina recebeu hoje pelo menos dois parentes dos tripulantes do Tunante II, que seguia de Buenos Aires para o Rio de Janeiro quando enfrentou uma tormenta e enviou pedido de socorro.
A Marinha só pretende detalhar, amanhã, as operações de busca. O órgão ainda não confirmou que destroços encontrados na sexta-feira em alto-mar, incluindo um mastro e outros objetos náuticos, pertencem ao veleiro procurado. 
O Serviço de Busca e Salvamento – Salvamar Sul -, do Comando do 5º Distrito Naval (Com5ºDN), trabalha em um raio de aproximadamente 680 km a partir da primeira posição indicada pelo veleiro quando pediu ajuda.
Fonte: Rádio Guaíba- Porto Alegre
Nota: as peças encontradas estaria confirmado que não pertencem ao veleiro.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Veleiro Tunante II, uma semana desaparecido

Ao aproximar-se uma semana de desaparecimento do veleiro argentino Tunante II, com quatro tripulantes a bordo, continuam as buscas.
O desaparecimento ocorreu, em meio a forte tempestade, na costa do Rio Grande do Sul, região conhecida pelos riscos que apresenta e que, em ocasiões anteriores, já propiciou fatos semelhantes.
O veleiro partiu de Buenos Aires e, após rápida escala em La Paloma , dirigia-se para o Rio de Janeiro.
Neste momento o dispositivo montado para procurar a embarcação é significativo contando com uma pequena flotilha de  navios da Marinha Brasileira e da Marinha Argentina, além de aviões da Força Aérea Brasileira a Argentina.
Corre-se contra o tempo sem saber , à falta de comunicação, se o veleiro teria naufragado ou se permanece à deriva.
Resta neste momento depositar confiança nas buscas e esperar pelo melhor.



domingo, 31 de agosto de 2014

Emilio Petry Oppitz , lenda da vela gaúcha.


Emilio Petry Oppitz , lenda da vela gaúcha. Comandante do veleiro Adriana, um Ardillas, um clássico.




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sábado, 30 de agosto de 2014

Veleiro "Katy", um clássico


 O veleiro Katy, de Hugo Azevedo, é um  clássico de 30 pés modelo Yawl , do ano de 1967 , projeto de Manoel Campos

Comprado em Santo Antônio de Lisboa , Santa Catarina, foi reformado e trazido, para continuar a reforma, para Pelotas onde se encontra na Marina Ilha Verde.

Está adotado pelo Museu do Barco como parte do inventário dos clássicos no Rio Grande do Sul.

Veleiro Tunante II - Seguem as buscas


Seguem as buscas do veleiro argentino Tunante II.
A carta mostra a última posição em que foi avistado e a localização de algumas peças esparsas ( mastro , velas) que se presume sejam do veleiro.
A preocupação é grande porque está sem ser localizado desde quarta-feira.
Informe ADAN - Asociacion Deportiva Argentina de Navegadores

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Veleiro argentino encalha em Laguna


Por volta das 20:28 horas de ontem, dia 26, a Central de Emergência do Corpo de Bombeiros de Laguna, recebeu informação de que um Veleiro de Bandeira Argentina estava próximo ao molhes da Barra indo em direção as pedras.
 Rapidamente uma equipe de resgate (SGT Feliciano, CB Martins, BCP Reis) deslocou-se para o local onde foi localizado uma embarcação Veleiro de aproximadamente 9,50 mts com 3 tripulantes a bordo. 
Segundo a informação dos tripulantes, a embarcação veio colidir com uma barreira de pedras submersa que é localizada ao meio do canal sul e sofreu pane no motor onde foi arremessada entre as pedras do lado norte. 
Com o apoio do ABTR94 que ficou em cima do molhes iluminando com a torre de iluminação para que a equipe de resgate chegasse ao local com Jet ski e mais a embarcação CCPA da Policia Ambiental que auxiliou para retirar o veleiro da pedras e rebocar até o iate clube de Laguna. 
vNo veleiro, um dos 3 tripulantes, uma feminina foi conduzida ao hospital de laguna apresentando mal súbito. 
Fonte: Fernando Longardi
Foto: Elvis Palma

terça-feira, 26 de agosto de 2014

"Mayhi"


Restauração do "Mayhi", veleiro construído em 1908 e doado por Eldon Hinchliffe. 
A supervisão é de Simon Grillet no Purifier Building (Faversham- Kent).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Chantier du Guip - Brest


Reencontro com Pieter van Leeuwen

Meu reencontro, passados muitos anos da vinda deles ao Brasil para visitar o Rebocador a Vapor SILVEIRA MARTINS, com os holandeses Pieter van Leeuwen e Pieter Rujper em Amsterdam. 

Ao lado com Wim Bouma que tem sido nosso contato na Holanda. 

Abaixo uma das embarcações que van Leeuwen mantém recuperadas.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Standard Quay, símbolo da resistência em defesa do patrimônio náutico

Faversham é uma encantadora cidade de 20 mil habitantes, pertencente ao condado de Kent e situada a 78 km de Londres.
É uma cidade muito antiga com sítios medievais e remanescências da colonização romana
Historicamente sua comunicação com outros centros deu-se em grande parte através de Faversham Creek , um arroio submetido a grandes variações de maré, que interliga a cidade com o mar e, mais adiante, com o estuário do Tamisa..
Às margens deste  arroio constituiu-se Standard Quay, um ancoradouro atendendo historicamente a atividades de construção e reparação de embarcações com destaque para as barcas do Tâmisa( Thames Barges).
Mais recentemente esta parte importante da história e do patrimônio da cidade passou a estar ameaçada pela compra da área por parte de um investidor decidido a transformá-la num empreendimento imobiliário com a construção de casas e apartamentos.
Ficou estabelecido, desde então, uma disputa entre os interesses do proprietário e a comunidade quanto ao destino da área.
Como eu vinha acompanhando há algum tempo a questão, foi uma oportunidade particularmente rica de conhecê-la de perto durante o  Festival Náutico de Faversham.
Foram muitos os contatos entre os quais destacaria os feitos com Sue Cooper ( este já antigo), Brian Paine ( proprietário da barca “Lady of the Lea” que me presenteou com o belíssimo livro "Inshore Craft"), Ben White, Michael Maloney, Chris Wright, Simon Grillet, Eldon Hichliffe entre vários outros. Com o cineasta Richard Fleury infelizmente não foi possível manter contato.
Tive também a oportunidade de dar meu depoimento em entrevista de vídeo para Michael Maloney e escrita para a jornalista Bess Browing do jornal Kent Messenger.
Estes depoimentos, que reproduzo , foram replicados em vários espaços de internet de Faversham, o que me deixou contemplado por ter podido dar minha pequena contribuição para a preservação de Standard Quay.
Trata-se no entanto de uma luta que ainda está em andamento e que está sendo, até este momento, muito difícil para a comunidade e para os defensores do patrimônio náutico da Inglaterra.
Mas a comunidade está  firme em suas convicções e, conforme pude observar, muito bem organizada.
Parabéns Faversham e sucesso nesta luta!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

domingo, 13 de julho de 2014

Festival Náutico de Faversham

                                                                                    Faversham , no capítulo das incursões fora
de Londres, revelou-se um encerramento em alto estilo.
Cabe mencionar que isto devo aos contatos mantidos durante um bom tempo com Sue Cooper, antes uma correspondente e, agora, uma amiga que ganhei em Faversham.
Minha presença coincidiu com a realização anual do Festival  Náutico de Faversham o que foi particularmente oportuno pois tive a possibilidade de estar em contato, simultaneamente, com os vários aspectos da cultura marítima da cidade e com várias pessoas envolvidas no projeto. 
Na foto do topo estou na companhia , à minha direita, de Brian Pain, proprietário da thames barge "Lady of the Lea" , e do outro lado, de Eldon Hichliffe. 
Faversham é um cidade com cerca de vinte mil habitantes, portanto bem pequena, mas com uma história que remonta aos romanos e com uma tradição náutica de dimensões e profundidade surpreendentes.
Como um ponto muito importante desta tradição é importante citar a preservação de Standard Quay um trecho de cais dentro de Faversham Creek onde, historicamente,  thames barges eram reparadas. 
No entanto Standard Quay está seriamente ameaçado, já tendo sofrido  modificações, pela compra da área por um incorporador que pretende construir habitações, de até cinco andares, além, dependendo do impedimento que tenha para construir casas, de bares e lojas.
Um grupo de interessados na preservação náutica do local e dentro da perspectiva da própria importância turística para a economia da cidade , tem mantido uma luta para reverter este projeto.
Tive a oportunidade , durante minha permanência  em Faversham, de conhecer vários aspectos desta luta dando inclusive meu depoimento sobre a questão para o jornal local Faversham News e em entrevista gravada em vídeo. 
Lembrei, na oportunidade, a experiência que eu próprio tenho vivenciado para salvar o Rebocador a Vapor Silveira Martins do sucateamento e levar adiante o projeto da criação do Museu do Barco.
Entre as pessoas que conheci em Faversham, envolvidas de diferentes formas com a questão da preservação de Standard Quay , lembraria neste momento Ben White mas foram muitas, algumas com um envolvimento deveras importante que procurarei explicitar mais adiante.
Mas além dos aspectos náuticos pude também conhecer um pouco da vida desta encantadora cidade incluindo, inevitável, alguns pubs, em especial The Anchor.
Ao final do segundo dia, depois de acompanhar a festa promovida junto a Faversham Creek e de ter sido interpelado por Bruce Roberts ( sim, Bruce Roberts em pessoa) que ouviu falar da presença de um brasileiro no Festival , ainda encontro uns minutos, antes de partir , para tomar com Sue uma última cerveja  num pub ao lado da estação. 
E a seguir , já com o tempo se esgotando, apresso-me para tomar o trem que no horário previsto de 19:58 ,  desperta dentro de si uma força gigantesca e começa a movimentar sua massa descomunal com uma precisão que dá a idéia de que obedece a um poder superior.
E talvez até obedeça enquanto se lança à alta velocidade rumo de volta a Londres
Só tenho que me deixar levar, aproveitando o tempo do percurso, uma hora, para ficar escrevendo no notebook , descer na estação King’s Cross St. Pancreas e tomar  o underground da Northern Line para Colliers Wood onde os felinos Homer e Oliver me esperam.
Ficariam muito decepcionados se eu não voltasse e a  última coisa que quero em minha vida é decepcionar um par de gatos tão especiais.

 . .

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A bordo da "Hydrogen"


A bordo da barca Hydrogen com meu amigo Des Pawson criador do The Knots Museum.
A barca está ancorada em South West Quay no Orwell River, Ipswich e é empregada em passeios e eventos.
Des Pawson é considerado uma autoridade mundial, com livros publicados, no estudo e conhecimento do emprego e tipos de nós náuticos.
Ipswich é uma cidade com cerca de 150 mil habitantes, ao norte de Londres, a uma hora de trem, com inúmeras e valiosas referências náuticas.

domingo, 6 de julho de 2014

Navegando no São Gonçalo: calmaria



Fabricio Fonseca, membro do grupo FLOTILHA.COM , relata a cooperação oportunizada pela embarcação Gilberto,  retornando de um fim de semana na Ilha Grande com os tripulantes Francisco Fonseca e Sergio Ferraz Fonseca, ao rebocar o veleiro Miura do Comandante Pepe .
Segundo Fabricio, o veleiro Miura , com problema no motor, já vinha sendo rebocado pelo veleiro Tobias quando avistaram os dois.                                                                 Em condições de total calmaria o reboque propiciou  às três embarcações chegarem juntas a tempo de passar na eclusa das 11 h.  
Parabéns Comandante Fabrício!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Pescadores de Pelotas

Bem distante de Hastings e Brighton, cidades inglesas das quais postamos anteriormente duas fotos,  trazemos agora esta outra bela imagem, divulgada pela Colônia de Pescadores Aquicultores de Pelotas -Z3, relativa à passagem da data de 29 de junho, Dia do Pescador.
Lugares distantes um do outro mas que compartilham da mesma labuta que seus habitantes, no caso da Colônia Z-3 diretamente ou indiretamente a quase totalidade, desenvolvem para tirar o sustento da pesca.
Enviamos a estes profissionais, portanto, também a nossa homenagem!

Barco de Pesca em Hastings


Barco de pesca em Hastings cidade a 85 km ao sul de Londres e população estimada de 87 mil habitantes. 
Bela foto de Corinne Gautier-Capes numa combinação harmoniosa da embarcação, da bandeira inglesa, do céu coberto de nuvens que parecem pintadas e da praia, de pedregulhos, num momento de maré baixa.
Bem perto dali, em Brighton, visitamos o Fishing Museum no qual são mantidos alguns elementos relativos à esta rica tradição pesqueira da costa inglesa.
(Flotilha.com)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

domingo, 20 de abril de 2014

Seria muito cômico se não fosse deplorável



Sete ativistas do partido de extrema direita italiano da Liga do Norte se viram em apuros
procurando demonstrar a que ponto seria fácil  alcançar, para os imigrantes ilegais, a costa italiana saindo da Tunísia. Mas a encenação durou pouco. Saindo do sul da Calábria ao chegar na altura de Malta o motor do barco pegou fogo. Após conseguirem apagar o incêndio um integrante do grupo decidiu acionar um foguete de socorro. Erro grosseiro. O foguete caiu sobre o barco e os manifestantes foram parar na água. Foram socorridos pelas autoridades maltesas  e a imprensa não demorou a zombar do grupo. "Ao contrário de se cobrirem de glória, estão expostos ao ridículo", escreveu The Malta Independent. "Eles finalizaram por provar que é frequente que este tipo de viagem termine de forma trágica" 
Texto original em francês >>>

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Brazil 'rescues' cruise workers from 'slave-like conditions'

The MSC Magnifica had stopped for the day in Salvador, Brazil's first capital and one of the cities hosting the football World Cup in June and July


Brazilian police say they have rescued 11 crew members working in "slave-like conditions" on an Italian cruise ship.

The operation was carried out the north-eastern city of Salvador, where the MSC Magnifica had docked for the day with more than 3,000 passengers.

Brazilian officials say the 11 crew members were forced to work up to 16 hours a day. Some were alleged to have been victims of sexual harassment.

>>>SEGUE>>>

segunda-feira, 10 de março de 2014

Le plus ancien bateau cousu de Méditerranée

L'épave de Zambratija en Croatie − Ph. Groscaux, CNRS, CCJ


















Il s'agit des restes d'un bateau d'une douzaine de mètres de long, dont un peu plus de la moitié de la coque est conservée. Elle se trouve à Zambratija en Croatie, à une cinquantaine de kilomètres de Trieste. C'est un pêcheur qui en a indiqué l'emplacement à deux archéologues croates (Ida Koncani du musée archéologique d'Istrie et Marko Uhač du ministère de la culture). Au départ, ils pensaient qu'elle datait sans doute de l'époque romaine. Mais la datation au carbone 14 nous a tous surpris. Elle a révélé que l'épave était très ancienne : du XIIe siècle av. J.-C. environ, donc de l'âge du bronze !

SEGUE >>>


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Izabel Pimentel com FLOTILHA.COM

foto Gwendal Denis

"Não estou em uma regata, posso parar e, afinal, logo ali tem picanha e cerveja gelada. Então mudei o rumo e fui direto para a barra do Rio Grande"
Izabel Pimentel, Rio Grande 17/02/2012

A entrada de Izabel em Rio Grande não estava programada. 
Subindo a costa do Atlântico Sul, depois de cruzar o Cabo Horn ("ele me deixou passar") e fazer uma escala em Ushuaia, onde teve condigna recepção (assim como teria em Puerto Madryn que se prontificou a abrigá-la) já se encontrava na altura de Rio Grande quando decidiu entrar.
Foi a oportunidade de encontrá-la e sentir pessoalmente a grande energia, beleza e simpatia que transmite.
Levo-lhe as boas vindas do Flotilha.com e da ADAN e um exemplar de "Travessia de uma Mulher" para autografar.
Conversamos sobre várias coisas, da navegação, das conquistas, das dificuldades, dos planos, dos amores,  sem deixar de lado, evidentemente, comentários sobre Ellen, Feijão e felinos, incluindo Sueto, que cruzaram em sua vida.
Isto se dá de forma extremamente descontraída e com a naturalidade e atenção que dá à conversa ( atenção que concede, pode-se perceber,  a todos indistintamente) quase esquecemos que atravessou os oceanos Atlântico, Indico e Pacífico antes de retornar ao oceano Atlântico passando pelo cabo Horn. Teria feito, certamente, esta empreitada, em solitário, sem escala, não fora a capotagem, quando se aproximava pela primeira vez do Cabo Horn, já com 153 dias de navegação, que a levou a permanecer na Ilha da Páscoa.
Na foto estamos a bordo do veleiro Laboiteuse, no qual convivem Gwendal Denis, o comandante que nos cede o cockpit pois o Don passava por reparos, e Touline, este último um outro felino muito bem ambientado com a vida no mar e que vem acompanhar a conversa.
Quando me despeço pergunto a Izabel quando pretendia sair. Responde que não no dia seguinte por ser sexta-feira.
No sábado, no entanto, já está zarpando.
Em São Francisco é aguardada com uma recepção, da qual Jackie Goulart  participa,  oferecida pela Associação de  Canoa a Vela da Costa da Lagoa e Museu Nacional do Mar
De minha parte saio de Rio Grande com a sensação de que o Brasil( e por que não dizer, a Argentina, a América Latina, o mundo?) ganhou para a vela de grande croisière uma representante que, definitivamente, pela sua coragem e pelo seu jeito tão próprio e tão feminino de viver sua aventura, já entrou para a história de nossa navegação. 


Saída de Rio Grande -  foto Gwendal Denis